sábado, 27 de fevereiro de 2021

Teatro
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A brincadeira sobe ao palco da companhia mexicana Teatro Al Vacío

André Luiz Maia / 09 de outubro de 2015
Foto: Divulgação
No território do brincar, quem define a regra do jogo é o público. Pelo menos esta é a proposta de Jugar, da companhia mexicana Teatro Al Vacío, uma das seis atrações da programação de hoje. As atrações se dividem entre Campina Grande e João Pessoa, que também recebem grupos como a Panelinha de Teatro no Ceará, e paraibano Grupo Teatro Oficina.

Em cena, a dupla de atores José Agüero e Adrián Hernández traz uma série de questões a respeito do próprio ato de brincar. “Na verdade, os dois personagens são muito diferentes e acabam entrando em um jogo, no qual passam a perceber que não brincam da mesma forma”, conta José.

Sem diálogo algum, se valendo apenas de elementos da sonoplastia, eles buscam apresentar um espetáculo que ao mesmo tempo divirta e promova reflexão. “A obra toma como base o jogo para fazer uma analogia com as relações humanas, é uma espécie de aprendizado da vida real. Nós temos como público-alvo crianças de 3 a 6 anos, mas todos acabam se divertindo com o roteiro”, garante Agüero.

A companhia se apresenta pela primeira vez no Brasil e traz na bagagem a experiência da montagem encenada desde 2012 em teatros da América Latina e Europa.

Depois da performance dos mexicanos, que acontece à tarde no Teatro do Sesi, o público também pode conferir, no mesmo local, os espetáculos Cabid, do Grupo Panelinha de Teatro, e Do Paraíso ao Pindorama, do Grupo Teatro Oficina. Esta última é um musical escrito pelo mineiro Ronaldo Barros.

Com direção de Chico Oliveira, o espetáculo traz como temática a intolerância religiosa, explorada com bastante humor. Depois que Deus deu fim ao Paraíso, expulsando Adão e Eva por pecarem, Lúcifer fica entediado e decide montar seu próprio lugar ideal, ao sul do Equador. A partir daí, começa uma história satírica, que remonta à época da chegada dos portugueses ao Brasil.

Sob a perspectiva mitológica cristã, o espetáculo vai passando por episódios marcantes da história do nosso país, terminando nos dias atuais, com os casos de corrupção generalizada.

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