segunda, 21 de setembro de 2020

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Xangai e Quinteto violado se apresentam no Espaço Cultural

Redação / 13 de outubro de 2016
Foto: Divulgação
O encontro entre o cantador Xangai e as cordas do Quinteto da Paraíba tem dia e hora marcados. Hoje e amanhã, eles se unem para apresentações com toque de sentimento, relembrando os discos que realizaram juntos, em 1997 e 2001.

A performance e a proposta de reencontro vieram a partir de um convite da organização do Sesc Pinheiros, em São Paulo, mas o projeto acabou sendo adiado. “Foi aí que decidimos trazer essa apresentação para João Pessoa”, explica Xisto Medeiros, contrabaixista do Quinteto da Paraíba. O show na Sala de Concertos Maestro José Siqueira deve ganhar um registro audiovisual, com captação de áudio de Sérgio Gallo e o vídeo fruto da parceria entre a TV UFPB e o Núcleo de Cinema do CCTA, dirigido por Carlos Dowling.

Esta é a primeira de uma série de apresentações, garante o músico. A cada três meses, o Quinteto fará uma performance com um convidado especial. Para janeiro, já está confirmada a vinda do músico Carlos Malta.

O grupo, que conta também com os músicos Ronedilk Dantas (primeiro violino), Thiago Formiga (segundo violino), Ulisses Silva (viola) e Nilson Galvão (violoncelo), faz releitura em formato de música de câmara para os estilos populares do Nordeste, seguindo os passos do Movimento Armorial fundado em Pernambuco. Já Xangai se auto-intitula cantador, ao invés de cantor, pois “cantor é aquele que, na maioria das vezes, canta o que lhe ordenam, enquanto o cantador é aquele que canta o que vem de dentro”, como define o próprio músico.

O encontro entre essas duas forças da música nordestina se deu por conta de uma “cantadeira”, para Xangai a maior compositora brasileira: Cátia de França. Em meados da década de 1990, ela decide revisitar seu próprio repertório em novas gravações, resultando no disco Avatar, que trazia tanto o Quinteto quanto Xangai como convidados. “Ele ouviu nosso arranjo para ‘Ponta do Seixas’ e gostou bastante”, afirma Xisto.

A partir disso, os produtores do disco de Cátia, o maestro Carlos Anísio e o professor de Comunicação Carmélio Reynaldo, propuseram a gravação de um disco em conjunto. É aí que surge Um Abraço pra Ti, Pequenina, de 1997.

“Quis um repertório com canções de paraibanos ou de artistas que exaltassem essa terra maravilhosa. Por conta disso, incluímos ‘Paraíba’, composição do pernambucano Luiz Gonzaga e do cearense Humberto Teixeira”, justifica Xangai (leia mais a respeito do disco no quadro ao lado). A parceria se repetiria quatro anos depois, com Brasilerança, com composições que evidenciam a riqueza do Brasil que pouco se vê na grande mídia.

Por falar nisso, uma boa parte dos brasileiros que acompanharam a novela Velho Chico puderam ver Xangai empunhando sua viola ao lado do cantor e compositor pernambucano Maciel Melo. O convite para participar do projeto veio pelo próprio diretor artístico Luiz Fernando Carvalho, fã confesso. “Foi um trabalho que eu tive o prazer de participar. Espero que o Nordeste, tão representado pelos sotaques e pelas atuações de atrizes incríveis como Zezita Matos e essa grande surpresa que foi Lucy Alves, continue sendo valorado daqui para frente”, comenta Xangai.

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