sábado, 26 de maio de 2018
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Maestro Spok encontra o Quinteto da Paraíba neste sábado em JP

André Luiz Maia / 20 de Fevereiro de 2018
Foto: HELINHO MEDEIROS/ DIVULGAÇÃO
O Quinteto da Paraíba realizou ao longo de 2017 um de seus projetos de maior repercussão, o Quinteto Convida. Uma lista luxuosa de convidados figuraram os palcos paraibanos ao atenderem o chamado do grupo instrumental. O primeiro concerto de 2018, iniciando a segunda temporada do projeto, tem como convidado o Maestro Spok, da SpokFrevo Orquestra. O concerto acontece no próximo sábado, na Sala José Siqueira, no Espaço Cultural.

Além do Quinteto da Paraíba e do Maestro Spok, o evento deve contar ainda com a presença do baterista Adelson da Silva e do guitarrista Renato Bandeira, integrantes da SpokFrevo Orquestra.

"São dois dos maiores instrumentistas do frevo no mundo inteiro ao lado de um ícone do Carnaval pernambucano", explica Xisto Medeiros, contrabaixista do Quinteto da Paraíba.

A ideia é trazer a vigorosidade do frevo para o contexto da música de câmara, com arranjos que traduzam a cadência do ritmo para os acordes sinfônicos. Além disso, pontua Xisto, trata-se de uma proposta que dialoga com o cerne do projeto Quinteto da Paraíba desde sua gênese.

"O Quinteto da Paraíba tem um comprometimento com a música brasileira, especialmente a nordestina. Fazer esse show com Spok é importantíssimo para nós, por essa bandeira que a gente carrega. A música popular brasileira está ali na música erudita de Villa-Lobos. Nos espelhamos nisso ao longo desses 30 anos, na busca por esse som, esse balanço, esse suingue da música nordestina brasileira", analisa Xisto.

O convite para este concerto vem sendo sedimentado há alguns anos. "Eu conheci os meninos do Quinteto pessoalmente quando produzi a gravação de um disco no qual eles faziam participação. Foi algo muito rápido. Mas desde muito tempo tenho a consciência de que são referência para qualquer um que faz música no Brasil, sempre foi um nome que figurava as rodas de conversa dos músicos", declara o Maestro Spok.

A apresentação não será apenas musical, já que Spok também aproveita o palco ofertado pelo Quinteto para oferecer um verdadeiro passeio pela criação do ritmo para os espectadores.

"Eu conto como tudo começou, lá no Bairro São José, no Recife. Vai ter projeção, que ajuda a ilustrar o que irei falar, e também convidei um passista de frevo para nos ajudar a contar essa história, já que é impossível falar da música sem falar da dança", revela Spok.

Vertentes. O nome artístico de Inaldo Cavalcante de Albuquerque dá nome a uma das principais expressões do frevo no mundo inteiro. Além de promover fusões do gênero com outros ritmos, a exemplo do jazz e do forró, o grupo também está atento à cena local no Recife, berço do frevo e da própria orquestra.

"Quando a gente fala em frevo, tem duas vertentes. O frevo instrumental, que eu percebo estar muito bem de saúde, cruzando barreiras e indo para o mundo todo, e o frevo que se associa à poesia popular. Esse último está enfrentando alguns problemas, mas ainda assim vejo que ele se mantém, além de termos espaços que fomentam a produção do gênero, como o Paço do Frevo", pontua Spok. O mestre acredita que a chave para a subsistência do gênero é a educação. "Tem que levar para dentro das escolas", conclui.

Quinteto da Paraíba e Maestro Spok

Sábado, às 21h.

Sala José Siqueira (Espaço Cultural, R. Abdias Gomes de Almeida, 800, Tambauzinho, João Pessoa – 3211.6228 – https://www.facebook.com/funescgovpb – http://funesc.pb.gov.br).

Ingressos: R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia)

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