sexta, 19 de julho de 2019
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André Morais encerra Agosto das Letras com show no Espaço Cultural

André Luiz / 20 de agosto de 2017
Foto: WIGNE NADJARE/ DIVULGAÇÃO
André Morais é o que chamamos de multiartista. O ator de teatro também é cantor e diretor de cinema, além de ter uma conexão forte com a poesia e a dança. Essas múltiplas possibilidades artísticas se condensam no espetáculo Uma Rosa na Face, programação do Music from Paraíba presente no Agosto das Letras, realizado no Espaço Cultural até hoje.

O show apresentado na Sala de Concertos Maestro José Siqueira é costurado por suas canções próprias, dos discos Bruta Flor e Dilacerado, feitas em parceria com nomes como Chico César, Carlos Lyra, Seu Pereira, Ná Ozzetti, Sueli Costa, dentre outros. Ao lado dos músicos paraibanos Lucas Carvalho (acordeon), Victor Mesquita (baixo acústico) e Pedro Medeiros (violão), ele une canções aos poemas de Drummond, Mia Couto, Paulo Leminski, Hilda Hilst, Florbela Espanca e Eugênio de Andrade.

Também há espaço para canções de compositores consagrados. “Faço releituras de Chico Buarque, Itamar Assumpção... A ideia é pautar tudo pela delicadeza. As canções dos discos são muito íntimas, algumas até autobiográficas”, comenta André Morais. Além dele, sobem ao palco as cantoras Sandra Belê e Nathalia Bellar, além de uma participação especial do poeta paraibano Sérgio de Castro Pinto, grande homenageado do Agosto das Letras 2017, recitando poema de sua autoria, “Essa Lua”. “Ele já tinha participado do lançamento do Dilacerado, em 2015, e é uma honra poder repetir esse encontro nesse momento tão especial”, completa André.

As parcerias impressionam

Não bastasse cantar e realizar récita poética, André Morais também ensaia uma dança. Mas ele adianta: não há nenhuma pretensão de bailarino. “Por conta do meu trabalho no teatro eu tenho essa experiência. Eu conto com a ajuda de Ângela Navarro, uma pessoa que me conduz muito no trabalho com o corpo, que ela chama de dramaturgia corporal. E aí eu experimento no espetáculo de maneira muito livre, sou só eu experimentando soltar o meu corpo de maneira muito livre”, pondera o artista.

Para além do espetáculo, André se prepara para apresentar este ano seu primeiro longa-metragem. Apesar de ser um ator de teatro com anos de carreira, ele não fez sua estreia diante das câmeras. “Eu comecei a lidar de maneira mais intensa com o audiovisual durante o lançamento do meu segundo disco, Dilacerado, no qual eu vinha fazendo alguns videoclipes para as canções que estariam no álbum. Tomei gosto e decidi botar para frente um projeto de longa-metragem, Rebento, que seria minha segunda experiência no cinema”, conta, relembrando o curta Alma.

Voltando-se para o currículo musical de André Morais, as parcerias contidas nos seus dois CDs impressionam, ainda mais por se tratar de um artista paraibano e completamente independente. Para conseguir parcerias com Tetê Espíndola, Mônica Salmaso, Elza Soares, Naná Vasconcelos e outros nomes de peso, ele afirma que não houve muito segredo.

“As pessoas imaginam que eu conhecia pessoas que me deram acesso a elas, mas não, foi tudo muito natural. Para Elza mesmo, eu mandei um vídeo para o Facebook pessoal dela e ela respondeu, dizendo que tinha gostado e que eu cantava com muito sentimento. Aí eu vi a brecha para apresentar uma proposta de dueto. Ela topou e eu fui gravar”, conta.

André Morais

Hoje, às 20h.

Sala José Siqueira (Espaço Cultural, R. Abdias Gomes de Almeida, 800, Tambauzinho – https://www.facebook.com/funescgovpb – http://funesc.pb.gov.br/).

Entrada franca

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