quinta, 24 de janeiro de 2019
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André Morais e Glaucia Lima se encontram no ‘Natal da Usina’

André Luiz Maia / 29 de dezembro de 2018
Foto: Divulgação
A programação do Natal na Usina vem apostando na potência dos encontros, ao promover junções musicais inéditas no palco. Para encerrar esta programação, que já contou com uniões como Adeildo Vieira mais banda-fôrra e Nathalia Bellar com Escurinho, estão André Morais e Glaucia Lima.

Duas gerações diferentes da música paraibana se mesclam em uma performance única. A ideia veio da produtora do Natal da Usina, a agente cultural Dina Faria. "Um belo dia, estávamos n'A Budega, lá nos Bancários, e Dina nos encontra. Conversa vai, conversa vem, ela chega muito decidida e afirma: 'vamos fazer um show com André e Gláucia lá na Energisa dia 29 de dezembro'. Eu e Glaucia nos entreolhamos (risos)", afirma André.

Não que não haja afinidade ou intimidade, muito pelo contrário. André, ainda na época da sua graduação em jornalismo na UFPB, dirigiu um videoclipe para Glaucia, para a canção "Leveza na alma". "Quando veio a ideia de fazer o show, eu fiquei tranquilo, já que sabia o repertório dela inteiro (risos). A questão é que a gente nunca havia cogitado fazer uma apresentação juntos e essa provocação nos fez perceber que isso era muito natural", explica o artista.

A força poética é uma das conexões que entrelaçam André e Glaucia. Ambos são fãs de poesias e a incorporam com destreza em seus trabalhos. Ambos possuem dois discos lançados, cada um, e é o repertório desses compilados que compõem o set list da noite.

A banda que o acompanha também é uma mescla. André traz o acordeon de Lucas Carvalho e a percussão de Victor Figueiredo, enquanto Glaucia põe em cena uma parceria antiga, com o violonista Cristiano Oliveira (tocando violão e viola), e uma mais recente, com a percussão de Cassicobra.

Trajetórias. Glaucia Lima convive desde pequena com a música, mas apenas em 1997 ela tem um contato mais profundo com a produção paraibana da música e da poesia, através do projeto Cantoras do Povo, no qual inicia o contato com os compositores paraibanos, tornando-se uma espécie de porta-voz da obra destes artistas.

Esses encontros resultaram em dois discos, gravados simultaneamente: Tanto Mistério, com recursos da lei de incentivo estadual (Procult, atualmente FIC), e Zanzar, pelo Fundo Municipal de Cultura (FMC).

André Morais é o que a gente poderia definir como multiartista. Na música, lançou os álbuns Bruta Flor e Dilacerado, com participações especiais de nomes como Elza Soares, Mônica Salmaso e Naná Vasconcelos. Além disso, também possui uma carreira no teatro como ator e este ano fez sua estreia oficial como diretor de cinema com Rebento, filme elogiado pela crítica e que já circulou por diversos festivais pelo Brasil e pelo mundo.

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