quarta, 19 de dezembro de 2018
Cultura
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Segunda edição do Circuito Teeteto começa nessa quinta-feira em JP

Audaci Júnior / 14 de março de 2018
Foto: Divulgação
Fortalecer iniciativas artísticas enquanto promove um diálogo com espaços urbanos públicos. Essa é a meta da segunda edição do Circuito Teeteto, que envolve por quatro dias a partir de amanhã uma programação com teatro, dança, música e contação de histórias por três bairros da Zona Sul de João Pessoa: Mangabeira, Bancários e Castelo Branco. O evento é gratuito (confira a programação completa nesta página).

Começa pelo espetáculo de dança Experimento Pina, da Paralelo Cia. de Dança. Criado em 2011, a proposta nasceu da emergência do grupo com relação a sua produção para desviar um pouco o olhar do que sempre fez, resolvendo partir para uma investigação sobre identidade e simbologias em interferências urbanas.

“A gente parte da ideia que não é um produto, mas sim um processo”, aponta a artista de dança Joyce Barbosa, da Paralelo. “A cada experimentação a gente tenta encontrar um novo elemento para dialogar com ele. Partindo do lugar da (coreógrafa alemã) Pina Bausch, consideramos elementos naturais como elementos de trabalho. Então, trabalhamos muito com água, com terra, com fogo e, de alguma forma, com ar também”.

Ainda na exploração desses elementos, Joyce Barbosa sinaliza que essa apresentação do será em cima do Kontakthof, trabalho da Pina que tem um diálogo muito forte na relação do feminino com o masculino.

Após a apresentação de dança, o local receberá também um cortejo de maracatu do Baque Mulher JP, que conduzirá o público até a Casa Laranja para a Mostra de Cinema Teeteto.

Formado unicamente por instrumentistas femininas e contando com cerca de 30 integrantes, o grupo pernambucano foi fundado em 2008, idealizado por Joana Cavalcante, mestra da Nação do Maracatu Encanto do Pina. As linguagens tradicionais utilizadas desde sua fundação são as mesmas utilizadas pelas nações de Maracatu Encanto do Pina e Porto Rico, devido à relação intrínseca com elas.

Serão quatro curtas-metragens exibidos a partir das 19h30, na Casa Laranja. “Os filmes formam esse panorama diverso, tanto no gêneros, temáticas, territórios e realizadores”, resume Paulo Roberto, que fez a curadoria junto com Diego Lima.

Ainda de acordo com o cineasta, os pilares dessa curadoria da heterogeneidade cinematográfica local é apoiada na diversidade territorial da produção, dos temas abordados, na categoria (ficção e documentário), e nos gêneros em frente a produção (filmes feitos por diretoras e diretores).

Na sessão, serão projetados Sociedade do Cloro (2015), de Ana Bárbara Ramos, Redemunho (2016), de Marcélia Cartaxo, Atrito (2017), de Diego Lima, e Ultravioleta (2018), de Dhiones Nunes.

“Filmes que trazem as raízes culturais encruadas da nossa 'paraibanidade', o caso de Redemunho. Já Ultravioleta prevê um futuro não tão distante pós apocalíptico todo figurado no gênero de ficção científica sem deixar de lado nossa identidade nordestina”, explica Paulo Roberto.

Após a exibição acontecerá um debate sobre as obras com Ana Diniz, representante do Coletivo de Mulheres do Cinema Paraibano.

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