domingo, 15 de julho de 2018
Cultura
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No Dia do Cordel, Correio traz poema e vídeo com Oliveira de Panelas; confira

Rammom Monte / 01 de agosto de 2017
Foto: Reprodução
Venho lhes apresentar

A história do cordel

De moças e valentões

De brigas e escarcéu

De histórias arretadas

Do poeta menestrel

Leandro Gomes de Barros

Surgiu como um dos primeiros

Escreveu várias histórias

Do Nordeste Brasileiro

Que levou a sua fama

Para este mundo inteiro

Ariano Suassuna

Em sua obra se inspirou

Na sua Compadecida

Referência não faltou

Com aquele cavalinho

Que dinheiro ele ‘obrou’

O Pavão Misterioso

Foi uma obra importante

Escrita por Zé Camelo

Tem uma história exorbitante

E se passa num lugar

Que fica muito distante

O cantador Beto Brito

É um grande cordelista

Tem também o Oliveira

Conhecido repentista

Nos mostrando o Nordeste

De uma forma realista

No Sertão do Piauí

Foi onde Beto cresceu

E passando pelas feiras

O cordel ele aprendeu

Já são mais de duas mil

Estrofes que ele escreveu

Vindo lá de Pernambuco

Oliveira de Panelas

Com sua eterna viola

Já deixou várias sequelas

Denunciando os políticos

E também suas mazelas

A essência do cordel

Eles não sabem dizer

Pode ser até a alma

O que importa é fazer

Com carinho, com amor

Não esqueça do prazer

Sejam seis ou sete versos

O tamanho é variável

Pode ser até com dez

A dúvida é inevitável

O que vale é que a história

Seja mesmo agradável

No cinema e na música

O cordel é inspiração

Na voz de Ney Matogrosso

Veio a música do Pavão

E também é referência

Quando passa no telão

Apesar da importância

O cordel é esquecido

Nas escolas não se estuda

Dizem que está falecido

Temos que entrar na briga

E tornar fortalecido

O dia um de agosto

É para homenagear

A poesia de cordel

Que só faz emocionar

Basta ler um folhetim

Para se apaixonar

Em sebos e livrarias

Você pode encontrar

Um folheto de cordel

E então apreciar

Leia o bicho até o fim

Pra seu dia melhorar

O bichinho é colorido

Fica todo pendurado

Enfeitando o ambiente

Deixando tudo aprumado

As histórias são das boas

Com um tom bem-humorado

Como diria Ariano

Eu prefiro o meu oxente

E nos versos do cordel

A palavra está presente

Assim como outras expressões

Que orgulham muito a gente

Não podemos esquecer

De apreciar e valorizar

Respeitar nossa cultura

Se possível até brigar

E mostrar a todo o mundo

Que o cordel tem seu lugar

E por fim peço desculpas

Por ter sido um pouco ousado

E escrito pra vocês

Um cordel malamanhado

Mas posso lhe garantir

Que escrevi foi de bom grado


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