sábado, 19 de setembro de 2020

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‘Axé – Canto de um Povo de um Lugar’ abre a 11ª edição do Fest Aruanda

André Luiz Maia / 08 de dezembro de 2016
Foto: Divulgação
O axé é um estilo de música popular típica do Carnaval baiano que se tornou uma indústria de proporções gigantescas. Embora já esteja há mais de 30 anos em plena atividade, a elite cultural brasileira ainda torce o nariz para o gênero. O diretor Chico Kertész traz em seu Axé – Canto de um Povo de um Lugar uma tentativa de levar às telas a importância do gênero musical.

O filme será exibido hoje na abertura do Fest Aruanda 2016. A exibição do filme começa às 19h30 e os ingressos são gratuitos, retirados uma hora antes do início da sessão nos guichês do cinema.

Para contar a história do axé, o filme retorna aos momentos embrionários, ainda na Bahia, e vai até o estouro nacional, no final dos anos 1980 e começo dos 1990, especialmente com o sucesso de Luiz Caldas e as aparições de artistas no famoso programa do Chacrinha.

O filme também focaliza duas mulheres importantes para o movimento: Daniela Mercury, que internacionalizou a axé music, e Ivete Sangalo, que até hoje permanece como a principal estrela da música baiana.

A produção do documentário demorou mais de dois anos para ser finalizada, em um trabalho extenso de pesquisa. “A gente precisou fazer um levantamento de todas as imagens de arquivo. Tinha coisa que nem os centros de documentação das emissoras de TV não tinham, então a gente teve que fazer uma restauração de fitas mofadas para ter acesso a alguns desses registros”, comenta o diretor, em entrevista ao CORREIO.

Ao todo, foram colhidos mais de 100 depoimentos. “É um documentário que acredito ter um valor histórico, do recorte de um momento importante da música brasileira”, argumenta Chico Kertész.

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