quarta, 18 de outubro de 2017
Música
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Zeca Pagodinho faz no Espaço Cultural show com clássicos de sua carreira

André Luiz Maia / 21 de abril de 2017
Foto: Divulgação
Uma figura querida por seu trabalho musical e também por ser a personificação do bon vivant à brasileira, Zeca Pagodinho é um desses artistas que pode se dizer que é quase uma unanimidade. A Funesc trazer sua nova turnê, Ser Humano, para João Pessoa, show que acontece hoje no Espaço Cultural. Além de clássicos de seus mais de 30 anos de carreira, ele também traz canções de seu disco mais recente. Um programa imperdível para quem gosta de samba.

A vinda à cidade também é esperada pelo artista. "Ih, rapaz, faz muito tempo que não apareço por aí. Vai ser muito bom voltar. Tenho um monte de amigo daí que conheci por aqui, nos trailers da Barra [da Tijuca], que estão por aí pra me ver. Vai ser bom", comenta Zeca.

A turnê promove seu novo disco, também chamado Ser Humano, lançado em 2015, e que, de acordo com Zeca, está sendo bem recebido. Outras músicas que aparecem no repertório do show de hoje são “Amor pela metade”, “Mangas e panos”, “Foi embora” e “Só na manha”. Ele sobe ao palco com a Muleke, banda que o acompanha durante toda sua trajetória artística. A direção musical é de Paulão 7 Cordas.

Obviamente, em um show do sambista não podem faltar os clássicos da carreira, como "Deixa a vida me levar", "Judia de mim", "Verdade", "Maneiras", que devem estar na ponta da língua do público. "Também não pode faltar 'Coração em desalinho', 'Iaiá', 'Ogum', 'Ser humano', tem bastante coisa pra contar e cantar", pontua Zeca. A faixa-título de seu trabalho em estúdio mais recente foi trilha sonora de novela e traz um samba com mensagem positiva e um belo arranjo de cordas.

Zeca é muito bem relacionado com o meio artístico, tanto dentro quanto fora do samba. Esse trânsito livre promoveu algumas parcerias diferentes e até inusitadas em Ser Humano. Conhecido pelo trabalho com a bossa nova, Marcos Valle se uniu ao projeto para tocar o piano de "Nas asas da paixão", um samba nunca antes gravado do próprio Valle em parceria de um dos bambas da turma do Cacique de Ramos, Luiz Carlos da Vila, falecido em 2008.

Pepeu Gomes, do grupo Novos Baianos, é convidado para a faixa "A monalisa", enquanto Pedro Bismarck, o intérprete do personagem humorístico Nerso da Capitinga, grava com Zeca a faixa "Mané rala peito", samba do Trio Calafrio. "Esses encontros são sempre prazerosos. O povo que eu chamo é sempre amigo do samba e de outros expoentes da música", comenta Pagodinho.

Em termos de parceria, o sambista é craque. O projeto Quintal do Pagodinho reúne músicos diversos no quintal de seu sítio, em Xerém, na subida da serra fluminense. A ideia é simples: juntam-se amigos que adoram música, comida e bastante cerveja, resultando em uma grande roda de samba comandada pelo maestro Rildo Hora. "O Quintal serve pra mostrar os compositores que eu gravo, pro povo não ficar achando que são composições minhas. As minhas são minhas, as dos outros, dos outros. Serve também pra dar uma força pra essa galera, pra todo mundo trabalhar", justifica Pagodinho.

Na abertura do show de hoje, como uma maneira de valorizar a cena local, foram convidados o grupo Pura Raiz e o sambista Mirandinha. O Pura Raiz une os músicos Kojak do Banjo (vocal e banjo), Carlos Moura (vocal e pandeiro), Potyzinho Lucena (cavaquinho), Renan Rezende (flauta), Luis Umberto (violão de 7 cordas, Max Serrano (surdo e tantã), Professor Carlão (percussão) e Chiquinho Mino (percussão).

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