sábado, 27 de fevereiro de 2021

Música
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Vandré faz 80 anos distante dos tempos em que foi símbolo contra a ditadura

André Luiz Maia / 12 de setembro de 2015
Foto: Reprodução
Há 80 anos nascia Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, ou, como ficou conhecido nacionalmente, Geraldo Vandré. Não somente como artista, Vandré – uma corruptela de Vandregíselo, sobrenome de seu pai – se tornaria um símbolo da resistência ao regime militar, com sua canção mais conhecida, “Caminhando (Pra não dizer que não falei das flores)”.

Em 1973, depois de um exílio na Europa e no Chile, declarou publicamente que só escreveria “canções de amor e paz” daquele momento em diante, gerando uma série de especulações a respeito de tortura que teria sofrido. Geraldo atualmente vive em um ostracismo autoimposto, com raras aparições públicas. Uma das mais recentes foi no show em São Paulo da cantora folk Joan Baez, ícone da contracultura nos Estados Unidos.

A respeito das supostas sessões de tortura ou ameaças que sofreu, ele as refuta veementemente. Em 2010, em uma entrevista ao jornalista Geneton Moraes Neto, afirmou que a lenda mais descabida a respeito desses episódios é a de que teria sido castrado em uma das sessões. No entanto, seu silêncio e atitudes públicas controversas só alimentam esses boatos.

Em 1994, por exemplo, compôs a música “Fabiana”, em homenagem à Força Aérea Brasileira (FAB), com a qual ele tem uma relação de proximidade – a própria entrevista a Geneton fora concedida no Clube da Aeronáutica do Rio de Janeiro. Para o jornalista Vitor Nuzzi, autor da biografia Geraldo Vandré – Uma Canção Interrompida, o artista optou pelo silêncio e pelo afastamento da vida pública por conta de uma série de fatores.

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