sábado, 06 de março de 2021

Música
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Skank é homenageado em disco que tem participação de Seu Pereira e Coletivo 401

André Luiz Maia / 20 de junho de 2017
Foto: Rafael Passos / Divulgação
Nome forte da música pop, o Skank traz no seu DNA a dose de influência de um grande movimento de música mineira, o Clube da Esquina, misturando isso ao rock inglês e a ritmos caribenhos como reggae e ska. Essa caldeirão cultural resultou em uma carreira exitosa, que agora é celebrada com o lançamento da coletânea Dois Lados. Comente no fim da matéria.

Lançado através do site Scream & Yell, trata-se do terceiro projeto de tributo organizado pelo produtor musical mineiro Pedro Ferreira, que já fez Re-Trato (Los Hermanos) e Mil Tom (Milton Nascimento). Ao invés dos vocais de Samuel Rosa, temos as vozes de 32 bandas e artistas da nova geração da música nacional. O time é encorpado. Entram em campo a dupla Anavitória – a faixa "Amores imperfeitos" está disponível para audição em plataformas de streaming –, o rapper Rico Dalasam ("Não vem brincar de amor"), o pernambucano Zé Manoel ("Tanto (I want you)"), Dani Black ("Saideira"), Teago (da banda Maglore, interpretando "Esmola"), Wado ("Dois rios"), Ana Muller ("Acima do sol"), dentre muitos outros nomes.

Representando a Paraíba, está Seu Pereira e Coletivo 401, em uma releitura para "Ela me deixou", do disco mais recente da banda mineira, Velocia (2014). A escolha da música se deu de maneira muito natural. "Na verdade, a primeira ideia foi 'Tanto', eu queria muito gravar, mas demorei muito para definir isso. Quando eu vi, ela já tinha sido escolhida, em uma versão espetacular de Zé Manoel. Pensando em uma música que a gente poderia fazer, ouvi 'Ela me deixou' na rádio e levei a ideia pros meninos", explica o vocalista Jonathas Falcão.

Enquanto a original traz um arranjo baseado no ska com programação eletrônica e um clima solar, a leitura de Seu Pereira traz uma balada reggae com o DNA do grupo paraibano. "A letra dá abertura para uma leitura mais melancólica, sobre uma paixão que passou, foi embora, deixou saudade, mas também uma leveza", completa.

Para Pedro Ferreira, essas coletâneas são importantes, não apenas para celebrar o repertório de uma grande banda ou artista, mas também para mostrar a riqueza e os talentos da música nacional recente, promovendo um intercâmbio entre os fãs de todos os artistas envolvidos. "Com certeza, esse intercâmbio de públicos acontece. Além de estimular o ouvinte a conhecer o trabalho dos novos nomes da música, também acontece o inverso. É uma oportunidade para o fã do artista novo conhecer a obra do Skank, uma forma de perpetuar o legado do quarteto", explica.

“Dois lados –

um tributo ao Skank”

De vários artistas.

Independente.

Download gratuito no site Scream & Yell

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