sábado, 20 de outubro de 2018
Música
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Seis grupo formam a programação do Sonora Brasil, em João Pessoa

André Luiz Maia / 05 de setembro de 2018
Foto: Divulgação
A música em sua forma mais pura e orgânica possível. O projeto Sonora Brasil, do Sesc, entra em sua 21ª edição com esta diretriz, apresentando desta vez o tema “Bandas de música: formações e repertórios”, reunindo grupos de diversos estados brasileiros. O evento começou em Campina nessa terça (4) e nesta quarta (5) acontece a primeira apresentação em João Pessoa (confira no quadro abaixo).

O tema deste ano contempla uma das formações mais tradicionais do país, cuja origem está ligada a movimentos militares e religiosos. Por aqui, as primeiras bandas musicais se formaram há aproximadamente dois séculos, marcada pela chegada da Coroa Portuguesa no Brasil.

O propósito do Sonora Brasil é preservar e estimular a renovação de estilos e formações musicais tradicionais do Brasil. Também é considerado o maior projeto de circulação musical do país, realizando aproximadamente 450 concertos por ano, passando por mais de 100 cidades, a maioria distante dos grandes centros urbanos.

“O objetivo é despertar o olhar crítico do público que vai assistir em relação à diversidade musical do país. É um projeto acústico, sem usar artifícios, com a proposta de preservar a música natural brasileira. A ideia é trazer algo mais orgânico”, define Karinine Cabral, responsável local pelo Sonora Brasil e integrante do Setor de Música do Sesc Paraíba.

A atração desta quarta-feira (4) na capital é o Quinteto de Metais da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A formação do quinteto conta com dois trompetes, uma trompa, um trombone e uma tuba e se trata de um dos grupos musicais mais tradicionais da Bahia.

O grupo é formado pelos músicos Heinz Schwebel (trompete), Joatan Nascimento (trompete), Lélio Alves (trombone), Celso Benedito (trompa) e Renato Pinto (tuba), todos os professores da UFBA.

A Paraíba está representada pela Filarmônica Municipal Maestro Antonio Josué de Lima, da cidade de Sumé, Cariri paraibano. Eles dividem o palco com a Banda Manauense, que vem diretamente do Amazonas para apresentar um repertório calcado nos antigos ranchos carnavalescos que precederam os blocos de carnaval e as escolas de samba no carnaval carioca, dos quais Ameno Resedá é o mais lembrado até hoje.

Integram a Banda Manauense os músicos Cláudio Abrantes (flauta), Jonaci Barros (saxofone), Vadin Ivanov (clarinete), Rodrigo Nunes (bombardino), Paulo Dias (trompete), Carlos Alexandre (sousafone), Ronalto Alves “Chinna” (percussão) e Neto Armstrong (banjo).

Karinine afirma que o projeto sempre busca expandir seus eixos temáticos e englobar diversas vertentes. “Todo ano buscamos temas diferentes para abranger o maior número de expressões musicais possíveis. Ano passado, nosso tema foi o coco de roda, agora nós trazemos bandas de música. São temas bem distintos, com um alcance legal”, pontua. Todas as atrações do Sonora Brasil, tanto em João Pessoa, Campina Grande e em Guarabira são gratuitas, aberta ao público.

Ajustes

O Serviço Social do Comércio (Sesc) atua na Paraíba há mais de 60 anos. Ao longo desta trajetória, espalhou-se pelo estado, contanto com 13 unidades em cidades como João Pessoa, Campina Grande, Guarabira, Patos, Sousa e Cajazeiras. Inicialmente uma instituição voltada para os comerciários, o Sesc logo passou a prestar um serviço para a sociedade de maneira geral e o setor de Cultura também foi um dos responsáveis por esta demanda.

Não contente em apenas sediar os projetos de projeção nacional, como o Sonora, o Partituras e festivais de música, a divisão da Paraíba também encabeça projetos como o Intervalos Instrumentais, valorizando este estilo musical na Paraíba.

A sede em João Pessoa, localizada no Centro da cidade, está se preparando para ser completamente remodelada e, por conta disso, a direção está precisando encontrar alternativas para poder dar continuidade aos projetos. “Infelizmente, este ano não estamos realizando o Intervalos, apenas os projetos nacionais, pois a unidade do Sesc Paraíba irá passar por reforma. Não tem como atender a este público com muita demanda de projeto por conta disso”, justifica Karinine Cabral.

O projeto de reforma ainda não começou, com perspectiva de início em 2019. “A estimativa da reforma é de três anos e meio. Não dá para responder com concretude, já que a obra nem começou ainda, mas a estimativa é que por volta de 2023 nós tenhamos uma sede do Sesc aqui na Paraíba totalmente reformulada e preparada para a execução de mais projetos próprios”, informa a representante.

Enquanto isso, o Sesc está fazendo parcerias com a Usina Cultural Energisa e com a UFPB. Esta última, por sinal, recebe o Sonora Brasil, que será realizado na Sala de Concertos Radegundis Feitosa.

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