sábado, 23 de janeiro de 2021

Música
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Roberta Sá fala ao CORREIO sobre as músicas de seu novo álbum, ‘Delírio’

André Luiz Maia / 09 de outubro de 2015
Foto: Darian Dornelles/Divulgação
Em êxtase. Para a cantora Roberta Sá, seu novo disco, intitulado Delírio, “fala de paixão, desse amor que te deixa em estágio delirante”. Nas onze faixas que celebram a entrega ao sentimento no contexto da vida contemporânea, um arsenal respeitável de artistas desfila nos créditos de composição, como Adriana Calcanhotto, Tom Veloso, Martinho da Vila, Cézar Menezes, Rodrigo Maranhão, Moreno Veloso, Quito Ribeiro, além da própria Roberta, que divide com Xande de Pilares a autoria da faixa “Boca em boca”.

Mas se engana quem espera um disco deslumbrado, apenas com aquele ideal de amor romântico cristalizado. Afeto e repúdio andam de mãos dadas. Na mesma medida em que Roberta sai em busca do amor perdido em “Meu novo ilê” (Moreno Veloso e Quito Ribeiro) ou pede para que seu amado lhe “ame como puder” em “Delírio”, a porta da rua é serventia da casa em faixas como “Covardia” (versão da música de Ataulpho Alves e Mário Lago com participação do português Zambujo) e “Me erra” (inédita de Adriana Calcanhotto feita especialmente para Sá).

“Em ‘Me erra’, eu canto esse amor de perspectiva contemporânea. Há uma paixão desesperada ali, no entanto, mesmo entregue ao sentimento, ela é completa e não se submete ao amor, pelo menos não como aquele modelo de mulher clássica”, evidencia Roberta Sá. A parceria com Calcanhotto já era um desejo antigo, que finalmente foi concretizado em Delírio. “Adriana e eu fizemos uma turnê juntas, a do Prêmio da Música Brasileira, em 2013, e lá nos conhecemos mais. Foi uma convivência ótima, ela é uma pessoa muito sensível e atenta”, relembra a cantora.

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