segunda, 19 de agosto de 2019
Música
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Quinteto da Paraíba e Marcelo Jeneci se apresentam juntos em Campina e JP

André Luiz Maia / 31 de maio de 2018
Foto: Rafael Passos
Os pontos de conexão entre o Quinteto da Paraíba e o cantor, compositor e instrumentista Marcelo Jeneci se sustentam através da afetividade e da afinidade musical. Este encontro, prelúdio de uma série de shows que devem acontecer em outras partes do país ou até mesmo fora dele, poderá ser conferido pelos paraibanos em primeira mão: hoje, no Teatro Severino Cabral, em Campina Grande; amanhã e sábado, na Sala José Siqueira, Espaço Cultural, em João Pessoa. É a décima edição do projeto Quinteto Convida, e a primeira vez que ele é apresentado em Campina.

“A gente é muito amigo, ao ponto de nos chamarmos de irmãos”, conta Xisto Medeiros, contrabaixista do Quinteto da Paraíba. Eles se conheceram quando ambos começaram a tocar na banda do paraibano Chico César, em 2002. “Eu tinha 30 anos e ele 20. Apesar de ser novo, já era um músico incrível”, conta o músico. A aproximação e afinidade musical se intensificou com um presente de Xisto para Jeneci: o disco A Pedra do Reino, que tinha acabado de ser lançado na época.

A obra traz canções de compositores de música popular e erudita com arranjos de música armorial, movimento visionário de valorização da cultura nordestina que tinha como um de seus incentivadores o escritor e dramaturgo Ariano Suassuna.

“Eu dei esse CD a Marcelo na época e ele me confessou que não parava de ouvi-lo. Hoje, ele me diz que quer ouvir esse disco no leito de morte dele (risos)”, conta Xisto. Jeneci corrobora, mas faz uma ressalva. “Talvez ‘leito de morte’ seja algo muito pesado (risos)! É um disco cheio de vida, que mostra o trabalho incrível do Quinteto”, afirma.

O convite para a apresentação em si surgiu por motivos extraprofissionais. “A mãe dele estava passando por um câncer e precisava de transfusões de sangue. Ele me ligou para a gente tentar tentar mobilizar um pessoal, já que ela veio fazer uma cirurgia aqui em João Pessoa, no São Vicente de Paulo. No meio desse processo, fomos conversando música e expliquei sobre o Quinteto Convida”, pontua Xisto.

No início, o projeto trazia artistas com os quais o grupo de cordas já havia trabalhado previamente, com arranjos e partituras feitas. No entanto, uma hora esse “estoque” iria acabar e era preciso convocar outros nomes para elaborar shows praticamente do zero. A partir daí, vieram nomes como Zeca Baleiro, Mônica Salmaso e Jessier Quirino. Feito o convite, Xisto e Jeneci começaram a pensar em um desenho para a apresentação.

Jeneci chegou em João Pessoa no domingo e ensaiou com o grupo durante toda a semana.“No primeiro ensaio conjunto, notei que os arranjos feitos pelo Emanuel Barros, pelo maestro Carlos Anísio e pelo próprio Xisto foram revelando uma série de camadas mais minuciosas da minha música, despertando partes encobertas pela estética pop que eu optei para lançar meus dois primeiros discos, uma face que é herança do meu trabalho como instrumentista”, analisa. À reportagem, ele revela os planos de levar essa apresentação como uma turnê pelo país e também para outros países.

No repertório, o Quinteto costura o show com algumas peças já tocadas anteriormente pelo grupo. Do repertório de Jeneci, ele apresenta uma música que nunca tocou ao vivo, “Nove Luas” (“sobre o mistério de ser pai”, define), além de “Felicidade”, “Pra sonhar”, “A vida é bélica”, “O melhor da vida”, “Dia a dia, Lado a lado” (parceria com Tulipa e Gustavo Ruiz), “Amado” (composição que fez para Vanessa da Mata), “Copo d’água” e “Feito pra acabar”.

Quinteto da Paraíba e Marcelo Jeneci

Hoje, às 20h

Teatro Municipal Severino Cabral (Av. Floriano Peixoto, s/nº, Centro, Campina Grande – 3322.7490 – http://teatroseverinocabral.art.br)

Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)

Amanhã e sábado, às 21h.

Sala José Siqueira (Espaço Cultural, R. Abdias Gomes de Almeida, 800, Tambauzinho, João Pessoa – 3211.6228 – https://www.facebook.com/funescgovpb)

Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)

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