quinta, 06 de maio de 2021

Música
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Paraibana canta em São Paulo na cerimônia do Prêmio Grão de Música

André Luiz Maia / 20 de outubro de 2018
Foto: Saulo Portakalos/Divulgação
Semear para colher os frutos. O Prêmio Grão de Música funciona como uma espécie de radar da produção popular de música do Brasil, feita longe dos grandes centros. A ideia da paraibana Socorro Lira se consolida em sua quinta edição, realizada em São Paulo. Este ano, a paraibana Maria Juliana integra a lista dos premiados, além de participar hoje da cerimônia com um pocket show, apresentando seu trabalho autoral.

A cada edição, os 15 nomes premiados também são reunidos em um disco coletânea produzido pelo prêmio. Cada um deles participa com o registro de uma música. O CD é distribuído gratuitamente e disponibilizado no site em formato digital.

Maria Juliana está presente no álbum deste ano, na segunda faixa, com a canção "Maré alta", presente no disco de estreia da cantora, Pétalas Vocais. "É uma música fruto de uma parceria entre Michel [Costa, músico, marido de Maria] e André [Morais, multiartista paraibano]. Eles têm várias parcerias, algumas no disco de André, outras no meu disco, como essa que está no prêmio Grão", explica a cantora, que já estava em São Paulo ensaiando sua participação.

Sua indicação surge devido a um encontro fortuito entre ela e Socorro Lira, que assina a direção artística do Prêmio Grão de Música. "Eu não conhecia Socorro pessoalmente, embora conhecesse seu trabalho. Nós fomos apresentadas uma a outra no lançamento do disco de Nélio Torres e, na ocasião, eu entreguei a ela o meu álbum", relembra. Lira faz parte do time de curadores, espalhados nas cinco regiões do país, que catalogam e pensam nos possíveis nomes para o prêmio. Maria acabou sendo um deles.

Pouco tempo depois, ela recebeu uma ligação da organização, a convidando não apenas para integrar a coletânea e receber o prêmio como também participar da cerimônia como atração artística, ao lado do grupo Arraial da Pavulagem, do Pará e a dupla mineira Celia e Celma.

A noite é marcada pela entrega de uma estatueta produzida pelo artista Elifas Andreato, que tem um vasto currículo como elaborador de capas de disco para diversos artistas da música brasileira, como Elis Regina, Chico Buarque, Clementina de Jesus, Martinho da Vila e, recentemente, Criolo.

Elifas foi convidado por Socorro desde o início da premiação. Na verdade, antes mesmo disso. "Em 2010, a Grão de Arroz, da Bahia, queria comemorar seus 35 anos e pensamos em fazer uma coletânea e uma homenagem com troféus. Chamei Elifas e a coisa foi crescendo naturalmente", explica Socorro. Em 2014, veio a primeira edição de fato do evento, reunindo 15 artistas, ainda em Salvador.

Objetivo. Além de Maria Juliana, neste ano, os outros artistas selecionados são Arraial do Pavulagem (PA), Caio Padilha (RN), Carlos Badia (RS), Carlos Zens (RN), Celia e Celma (MG), Chico Aafa (GO), Clarisse Grova (RJ), Karynna Spinelli (PE), Lysia Condé (MG), Oneide Bastos (AP), Patricia Polayne (SE), Sérgio Pererê (MG), Solange Leal (PI) e Verônica Ferriani (SP).

"Nosso prêmio ainda é pequeno, mas nossa ideia é dar alguma projeção a esses artistas. Em 2018, são 15 artistas de 12 estados. É uma tentativa de buscar música produzida em diversas partes do Brasil, especialmente fora desses eixos tradicionais, como Rio e São Paulo, que são bastante privilegiados. A mídia toda está aqui, o que se toca por aqui é mandado para o resto do país como se fosse a única MPB, mas a MPB é a música feita em qualquer parte do país", justifica Socorro Lira. "É a tentativa de plantar essa sementinha e fazer com que esses nomes floresçam ao longo do tempo, com a visibilidade que o prêmio proporciona", completa Maria Juliana. O Prêmio Grão de Música conta com patrocínio da Metanoia - Propósito nos Negócios e Editora Palavra Acesa.

“Prêmio Grão de Música 2018”

De vários artistas

Selo: Independente

Onde ouvir: baixe no site http://premiograodemusica.com.br

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