sábado, 16 de janeiro de 2021

Música
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Oswaldo Montenegro sobe ao palco em CG e JP

Audaci Júnior / 31 de março de 2017
Foto: Divulgação
É impossível não associar as principais músicas de Oswaldo Montenegro sem a harmonia sonora da flauta. Esta “união” é que o cantor e compositor celebra em Nossas Histórias, um show que comemora 40 anos de parceria com a flautista Madalena Salles que será apresentado hoje, em Campina Grande, e amanhã, em João Pessoa.

“Somos complementares”, define o artista, em entrevista para o CORREIO. “Comecei como compositor popular e ela como musicista erudita. Fui me tornando arranjador e Madalena sempre corrigiu as orquestrações que eu escrevia, sempre poliu minha escrita em partituras e ajudou minha falta de formação teórica original. Ela não exerce e não gosta da área da criação, que é justamente a minha grande paixão. Por isso funcionamos tão bem”.

O show foi originado de uma websérie homônima. “A diferença é que na websérie Madalena conta, de forma informal, as coisas. Nós abordamos fatos, sustos, emoções e alegrias dessas quatro décadas juntos”, conta.

Oswaldo aportou por aqui no ano passado, trazendo o show Porta da Alegria, onde as canções clássicas foram mantidas no repertório porque “são coisas que ainda tenho vontade de dizer”. Será que isso continua em Nossas Histórias?

“Sim, algumas que fiz há muito tempo, como ‘Bandolins’, ‘Lua e flor’, ‘A lista’, ‘Léo e Bia’, ‘Se puder sem medo’, ‘Metade’, ‘Intuição’ e outras, ainda sinto vontade de cantar”, elenca. “No Nossas Histórias, a pedido de Alexandre Meu Rei, nosso guitarrista, voltamos a interpretar ‘O condor’, que está fora do nosso repertório há mais de 30 anos”.

Ainda no repertório, haverá espaço para as inéditas. “Haverá músicas compostas há pouco tempo, como, por exemplo, ‘Sim’, do filme O Perfume da Memória. A música ‘Do muito e do pouco’, que fiz em parceria com o Zé Ramalho, não está no roteiro, mas vamos incluir em João Pessoa em homenagem ao conterrâneo ilustre”, revela.

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