terça, 17 de julho de 2018
Música
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No dia mundial do rock, paraibanos lembram os discos marcantes

André Luiz Maia / 13 de julho de 2018
Que tal celebrar o Dia Mundial do Rock a la paraibana? Artistas contam qual o seu disco preferido dos roqueiros locais, gerando uma seleção de todas as épocas que oferece um cardápio variado e reverente à data. É um pequeno recorte da produção roqueira local.

O dia 13 de julho foi escolhido como o Dia Mundial do Rock por conta do Live Aid, grande evento beneficente promovido em 1985 nos Estados Unidos e na Inglaterra. Com um set list de peso, com nomes como Queen, Mick Jagger, Keith Richards, Elton John, Paul McCartney, David Bowie e U2, o objetivo era arrecadar fundos para combater a fome na Etiópia.

A data acabou se tornando símbolo do gênero musical por conta de um desejo de Phil Colins. Desde então, artistas e grupos comemoram ao redor do mundo com shows e festivais. Aqui em João Pessoa não é diferente (veja os shows de hoje em matéria na C3). No entanto, quem não quiser sair de casa pode dar o play na seleção de nossos artistas.

‘Balaio’, das Bandas da Parahyba

por Val Donato

O disco de 1997 é o único da banda formada em Campina Grande, que durou apenas quatro anos. O legado que eles deixam, de acordo com a cantora e compositora Val Donato, também de Campina, é grande. “Esse disco me influencia bastante. É de uma geração que começou a misturar com competência o rock com a música regional. Tem uma música de Biliu de Campina no disco, em uma versão muito boa, chamada Coco do Cão”. Val Donato fez uma versão para "A coisa", presente neste disco. Disponível no YouTube.

‘MALOCAGE’, ESCURINHO

por Pedro Faissal

Escurinho já é conhecido por seu trabalho de confluência entre o rock e o regional, mas para o líder da Meiofree e integrante da extinta Projeto50, Malocage foi um divisor de águas, de certa maneira, por conta de sua repercussão. “Foi o primeiro cara que, ao flertar com o rock e o regional, tirou um certo ranço da crítica musical, que considerava o rock produzido por aqui muito ‘americanóide'. Ele acabou calando a boca desse pessoal com esse trabalho”, opina o artista. Outro disco que Pedro recomenda é 1945, de Dead Nomads. Disponível nas principais plataformas de streaming.

FLÁVIO CAVALCANTI NA PRAIA’,

FLÁVIO CAVALCANTI

por Ilsom Barros

Para o líder da Zefirina Bomba, é o disco que representa de maneira completa a cena independente do rock nos anos 1990. O grupo chegou a ganhar alguma projeção nacional no início de 2000, com outro disco, produzido por Rick Bonadio. No entanto, o álbum de 1999, para Ilsom, é o que resume a cena independente da cidade na época. “Lembra do movimento universitário de música que tinha aqui, a Sala Preta, o Bar da Pólvora”, pontua.

A faixa "Estamos em casa" está disponível no YouTube.

Brasileiro’, de Projeto50

por Degner Queiroz

Falar com o baixista da Dead Nomads acaba se tornando uma recomendação por si só. A banda também entrou para a história de um rock com "selo Parahyba" e um dos discos mais celebrados é Trincando os Ossos num Dia de Cão. Mas, para além da própria história, Degner faz questão de mencionar o trabalho do Projeto50. "É um álbum que foi influenciada por bandas como Rage Against The Machine, que trouxe uma mistura de funk e hardcore com uma pegada mais crítica", destaca.

O clipe de "Brasileiro" está disponível no YouTube.

‘TRILHA’, BANDA-FÔRRA

por Jonathan Beltrão

O disco mais recente desta lista é indicado pelo guitarrista de outra banda recente da cena local, a Augustine Azul. O trabalho de Banda-fôrra ganhou repercussão principalmente por seu trabalho nas redes e conquistou ouvintes jovens. "Eu acho o disco muito bom por suas composições, mas também pela qualidade do registro. São timbres muito bons, mixagem ótima. É um disco bom não só pelo seu conteúdo, mas por seu refinamento", pontua Jonathan Beltrão. Disponível nas principais plataformas de streaming; clipe de "Apego" disponível no YouTube.

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