terça, 25 de junho de 2019
Música
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Nathalia Bellar faz show com canções do novo álbum

André Luiz Maia / 03 de maio de 2019
Foto: Fabi Veloso/ Divulgação
Nathalia Bellar é uma artista que vive um processo de amadurecimento particular dentre os nomes recentes da música paraibana. Já participou de um reality show de projeção nacional e agora se organiza para apresentar ao público seu primeiro disco, intitulado Catavento. Uma campanha de financiamento coletivo está no ar até o dia 24 de maio para viabilizar seu lançamento (disponível em https://benfeitoria.com/cataventobellar).

Nesta sexta-feira (3), em um show na  Budega Arte Café, ela mostra canções autorais inéditas, incluindo composições do pernambucano Barro e de uma longa lista de parceiros paraibanos que inclui nomes como Guga Limeira, Chico Limeira (que assina a faixa-título) e Wister.

A ideia inicial era lançar o disco no mês que vem, mas, devido a mudanças no projeto, esse lançamento deverá acontecer no segundo semestre. “Desse ano não passa!”, garante Nathalia Bellar. No início do ano passado, ela já havia apresentado ao público o single “Menina”, com produção e arranjo de Jader Finamore, que dá uma pista da sonoridade trabalhada no disco.

No entanto, durante o processo de maturação do material, entrou outra figura importante para a concepção de Catavento: o produtor musical Rodrigo Campello. Responsável por trabalhos de artistas de projeção nacional como Roberta Sá, sua adição diz respeito a uma vontade da artista paraibana.

“Eu quero muito apresentar o Catavento para o maior número de pessoas. Permaneço fazendo música que respeita minhas raízes, 80% dele traz composições de paraibanos, mas também quero que minha música toque na rádio, possa vir a ser tema de novela”, ambiciona.

Sua admiração pelo trabalho de Campello vem justamente por conta dos resultados com Roberta, da qual Nathalia é fã. “Sempre tive uma questão de identificação com o som dela. Inclusive, isso foi decisivo na hora de chamar Rodrigo para a produção”, afirma. Ainda que Campello tenha, de acordo com a cantora, “entrado de corpo e alma no projeto”, chegando a, inclusive, cobrar metade do orçamento que normalmente faria para um trabalho semelhante, os custos foram elevados e, por conta disso, a necessidade do crowdfunding, a campanha de financiamento coletivo.

Como a própria Nathalia define, Catavento é “um convite ao mergulho íntimo e pessoal, com letras que exaltam as relações e inquietações humanas, como o amor e suas dores, as desilusões e alegrias e os protestos contra as convenções sociais, tão atemporais e legítimos, na busca pela igualdade”. Para engrandecer esse trabalho de estreia em estúdio, ela conta com participações especiais de Chico César e do Quinteto Uirapuru.

"É um disco genuinamente paraibano, com compositores paraibanos, então me sinto na missão de levar esses talentos junto comigo para além das divisas da Paraíba. É por isso que chamei [o produtor] Rodrigo Campello para trabalhar comigo" , falou Nathalia.

Sonoridade pop moderna

Outro nome que figura no campo de composições é o pernambucano Tino, da banda Flotilha em Alta-Terra, na faixa “Samba canção”, escrita a quatro mãos com a própria Nathalia, que desde 2012, com a canção “Pra durar”, e seu single “Estranho mundo” vem mostrando aos ouvintes sua autoralidade. "Eu sempre serei uma compositora em exercício, aliada ao meu trabalho de intérprete”, completa.

Como dito anteriormente, o álbum é forjado para ser ouvido por um público amplo. Os arranjos são modernos, carregados de sonoridade pop, com elementos eletrônicos que se mesclam aos instrumentos orgânicos, resultando em uma música melódica, mas também com células dançantes.

Trajetória de intérprete

Nathalia Bellar nasceu em João Pessoa e começou a se apaixonar pela música aos 15 anos, quando ganhou seu primeiro violão. Fez teatro e estreou como cantora aos 21 anos.

Em 2012, veio a público sua primeira composição, “Pra durar”, um samba selecionado para integrar a coletânea da Mostra Sesc de Música Paraibana. Foi a partir daí que sua paixão pelo gênero musical cresceu cada vez mais. No entanto, ela queria mostrar ainda mais suas possibilidades enquanto intérprete, levando-a a prestar homenagens a grandes estrelas como Maria Bethânia e Elis Regina em shows especiais.

Muitos irão lembrar de seu rosto e voz por conta da participação no The Voice Brasil, mas é importante resgatar dois momentos anteriores que, na opinião da cantora, foram cruciais. “Acho que o tributo a Belchior, em 2017, junto àqueles artistas incríveis, e o aniversário de João Pessoa, junto com Cátia de França e a orquestra, foram dois momentos marcantes que me deram suporte e fincaram meus pés, mostrando ao público a identidade da intérprete Nathalia Bellar ao público”, ressalta.

Mesmo tendo o lançamento do novo CD em vista e isso ser sua prioridade no momento, a cantora se permite a pensar no futuro. “Acho que terminar o meu TCC, dois anos após concluir meu curso de turismo, está me dando foco (risos)”, brinca.

 

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