quinta, 13 de maio de 2021

Música
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Hamilton de Holanda traz suas pesquisa e criação ao Severino Cabral

André Luiz Maia / 25 de setembro de 2015
Foto: Divulgação
Cabe um carimbó no bandolim. E também um baião, um maracatu. Choro, chamamé. Explorando a diversidade rítmica brasileira, o premiado instrumentista Hamilton de Holanda apresenta seu espetáculo Pelo Brasil hoje, no Teatro Municipal Severino Cabral, em Campina Grande. A turnê apresenta o repertório do disco homônimo, lançado simultaneamente no Brasil (Selo Brasilianos) e na Europa (através do selo alemão MPS). Ele lançou recentemente, ainda, o disco Baile do Almeidinha.

Mesmo fazendo um mergulho pelos ritmos mais tradicionais das regiões brasileiras, Hamilton não faz regravações, releituras ou utiliza samples em Pelo Brasil. Seu caminho para reverenciá-los são composições totalmente autorais, como “Carimbobó”, “Frevinho”, “A escola e a bola” e “Sambaíba”.

Hamilton afirma que já tinha contato com essa pluralidade de sons desde a infância. “Na minha vizinhança, viviam gaúchos, nordestinos, paraenses, então eu já ouvia e me interessava por esses estilos musicais diversos desde lá”, relembra. O disco pode ser ouvido na íntegra no site oficial (www.hamiltondeholanda/pelobrasil).

Hamilton é referência mundial pela criação técnica polifônica do bandolim brasileiro de 10 cordas. “O bandolim é meu instrumento principal, meu idioma na música, então obviamente foi com ele que eu fiz a maioria das músicas. Mas também componho utilizando outros instrumentos. Cada música vem de um jeito, com uma inspiração diferente”, explica Holanda.

Com o patrocínio da Petrobras, o projeto contou com 12 ensaios abertos, em cidades como Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. A partir daí, outras músicas foram surgindo, sendo imediatamente testadas ao vivo. “Foi um processo enriquecedor, as músicas ficaram mais apuradas e chegaram para a gravação do estúdio mais completas”, conta.

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