sábado, 20 de outubro de 2018
Música
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Há 100 anos nascia Jacob do Bandolim, um dos grandes nomes do choro

Renato Félix / 14 de fevereiro de 2018
Foto: Divulgação
O Brasil não é pobre em gênios da música e um deles faria cem anos nesta quarta-feira (14): Jacob do Bandolim. Um dos nomes mais importantes de um dos gêneros musicais mais brasileiros que existem: o chorinho. Ele ajudou a consolidar o gênero e sua grandeza.

Entre as homenagens, o grande bandolinista Hamilton de Holanda está gravando uma série de seis discos para homenagear o centenário de Jacob (até um para bebês), com o bandolim de 10 cordas que pertenceu ao ídolo. Já as passagens de sua vida serão tema de uma nova biografia que está sendo escrita pelo jornalista Gonçalo Junior.

Começa pelo seu nascimento, como Jacob Pick Bittencourt, mas cujo local já parecia ser predestinado: o bairro carioca da Lapa. Sua intimidade com as cordas as fizeram virar sua identidade como Jacob do Bandolim. Primeiro, no entanto, com o violino. Depois, enfim, com o bandolim, que ganhou na adolescência, que transformou em protagonista e com que liderou seu primeiro conjunto nos anos 1930: Jacob e Sua Gente. Começou a compor e, depois, a gravar discos a partir de 1947. E, em 1961, montou o Época de Ouro, que marcou, bem, época – o grupo de longa vida está de volta este ano.

Como compositor, Jacob deixou clássicos como "Noites cariocas", "Assanhado", "Receita de samba", "Doce de coro" e "Vibrações". Como intérprete, ele era um pesquisador, resgatando composições antológicas de, por exemplo, Ernesto Nazareth (como "Odeon" ou "Brejeiro"), gravadas em seus discos nos anos 1950 e 1960.

Com o Época de Ouro, gravou o álbum Vibrações (1967), que o Instituto Jacob do Bandolim aponta como maior disco de choro de todos os tempos. Em 1968, um show reuniu Elizeth Cardoso, Jacob do Bandolim, Época de Ouro e Zimbo Trio, no Rio. Show lançado em LP duplo e que nunca saiu em CD.

Ele morreu pouco depois disso: em 13 de agosto de 1969, após sofrer um infarto. Ele voltava da casa de um outro gênio do choro e da música brasileira: Pixinguinha.

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