quinta, 13 de maio de 2021

Música
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Grandeza de Vanusa é resgatada com o relançamento de discos

Kubitschek Pinheiro / 26 de setembro de 2015
Foto: Divulgação
Vanusa está mais viva do que nunca. Depois de duas décadas sem entrar em estúdio, ela não só ganha o relançamento de duas caixas com seus discos da década de 1960 e 1970, pelo selo Discobertas, como vai lançar um novo CD, no inicio de Outubro, que leva seu nome: Vanusa Santos das Flores, com o selo da Saravá, de Zeca Baleiro, seu mais novo melhor amigo.

A primeira caixa traz quatro discos que ela gravou entre 1967 e 1973. A segunda traz o álbum de 1974, que tem “Sonhos de um palhaço”, de Antonio Marcos e Sérgio Sá. Os discos têm faixas extras de compactos, além de capas raras nos encartes.

Na entrevista a seguir, Vanusa fala ao CORREIO como “Sonhos de um palhaço” quase provoca sua separação com Antonio Marcos. A conversa foi por telefone e Vanusa falou de sua casa na cidade paulista de Santa Cecília. Ela também lembra os dias em que esteve internada numa clinica após o momento ruim em que cantou errado o Hino Nacional e como foi “salva” por Zeca Baleiro, que produziu seu novo disco. “O Zeca Baleiro é uma pessoa que salva outras pessoas”, diz.

Qual foi sua reação quando soube dos relançamentos?

Olha, você sabe que o Marcelo Fróes nem me falou. Ele mandou para minha casa as duas caixas juntas com as caixas de Antonio Marcos. Eu fiquei muito feliz, chorei de alegria. Lançar um trabalho com meus discos de carreira foi tão bom. Eu não aguento mais coletâneas.

Você gostou do resultado?

Gostei demais. Fiquei dois dias ouvindo sem parar e terminei redescobrindo canções que eu nem me lembrava mais. Chorei ouvindo cada disco. Está sendo um momento muito valioso para mim. Eu tenho uma fã de 16 anos que me segue no Twitter. Ela ganhou uma caixa da mãe e disse que se não ficar em recuperação, vai ganhar a outra. Já imaginou, que coisa bonita?

Nos discos da segunda caixa, você gravou Caetano Veloso, Belchior, Luiz Melodia, João Bosco e Aldir Blanc, Luiz Gonzaga e outros compositores famosos. Já era um avanço em sua carreira?

Olha, eu comecei cantando iê-iê-iê (como era chamado o rock’n’roll brasileiro da década de 1960). Eu era da turma de Eduardo Araújo, Silvinha e Os Incriveis. Nunca fui da Jovem Guarda, mas nos anos 1970 quando começei a amadurecer, logo cheguei perto desses consagrados compositores. Ate então, eu não escolhia o que ia cantar, mas depois, só gravei o que eu quis.

Fale um pouco sobre “Paralelas”, de Belchior, um de seus maiores sucessos. Você ainda a canta sempre em shows?

Eu amo essa musica. Estou há vinte anos sem fazer shows contínuos. O ano passado fiz apenas três shows e este ano, dois. Estava precisando dar uma descansada. Não é fácil vida de artista. Mas ‘Paralelas’ está em minha cabeça, na minha voz.

Confira a entrevista completa no jornal Correio da Paraíba

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