segunda, 14 de outubro de 2019
Música
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Festival Internacional de Música de Campina Grande começa nesta sexta

André Luiz Maia / 05 de julho de 2019
Foto: Divulgação
A música em sua plenitude é o que promete a programação da décima edição do Festival Internacional de Música de Campina Grande (Fimus), que começa nesta sexta-feira (5) e se estende até o dia 14. De olho na grande celebração cultural da Paraíba, este ano o Fimus homenageia Jackson do Pandeiro com uma série de atividades.

Através de uma parceria com o governo e instituições suíças, há artistas vindos diretamente daquela região da Europa para Campina Grande, como o coro Gesang ohne Grenzen, regido por Matthias Heep.

Amanhã, o público poderá conferir a apresentação da cantora lírica cubano-porto-riquenha Megan Barrera, que se apresentará ao lado do pianista brasileiro, radicado nos Estados Unidos, João Paulo Casarotti.

Dentro do festival, há uma programação totalmente dedicada ao jazz, o Fimus Jazz. Lá, estará presente o Duo Décollage, formado pelos franceses Nicolas Vicquenault (piano) e Cyril Parmentier (saxofone). “Eles irão fazer apresentações à parte, mas também estarão colaborando com músicos de Campina Grande”, salienta o organizador do evento, Vladimir Silva.

Por seu caráter internacional, é natural que esperemos uma programação com músicos estrangeiros e atrações pouco comuns na cidade. De fato, há um cardápio variado, mas Vladimir Silva, faz questão se salientar o perfil brasileiro do Fimus. “O festival tem uma identidade que se define pela predominância da música brasileira. A gente tem priorizado muito isso. Não que não gostemos de música europeia, mas a gente precisa conhecer nosso repertório”, explica.

Não à toa, o compositor Eli-Eri Moura escreveu um requiem especialmente para o Fimus, apresentado pelo grupo Iamaká e o Coro de Câmara de Campina Grande, chamado Réquiem dos Oprimidos. “Homenageamos Jackson, no dia de sua morte, com uma obra que fala sobre afrodescendência, minorias e música. Tem do funk à embolada”, revela Vladimir. Esse réquiem será apresentado na próxima quarta-feira, às 20h, no Teatro Municipal Severino Cabral.

Ao longo dos dez anos, o Festival Internacional de Música de Campina Grande, na avaliação de Vladimir, se esforçou para entregar uma programação plural. “A gente tenta a todo momento mostrar como nossa música é rica, diversa e que pode dialogar com o mundo inteiro”, pontua.

A programação completa do festival e mais informações sobre as atrações podem ser acessadas em https://www.fimus.art.br.

Livro, antes do musical

Com o Ano Jackson do Pandeiro correndo a pleno vapor, o Fimus também reverencia a obra do músico paraibano e traz uma série de atrações dedicadas a ele. Logo na abertura, temos o lançamento do livro O Marco do Rei do Ritmo - Um Musical em Cordel, de Astier Basílio, em cerimônia realizada no Museu de Arte Popular da Paraíba (MAPP).

A obra, na verdade, é a base de um musical para teatro, que conta a trajetória de Jackson do Pandeiro em formato de cordel. “Os personagens, quando falam, falam em forma de verso. Uso ritmos e gêneros do universo poético da cultura popular do Nordeste”, explica o autor. Astier utiliza diversas métricas e estilos de verso para criar momentos específicos, nos mesmos moldes de um musical que estamos habituados a ver. Tem sextilha, gemedeira, martelo agalopado, gabinete, moirão trocado, entre outros.

No início deste ano, foi lançada uma convocatória para testes de atores, na tentativa de formar o elenco para o musical. “Nós tivemos um problema com os detentores dos direitos autorais de Jackson, por isso tivemos que postergar o musical. No entanto, já estamos em conversação para colocar o projeto adiante“, revela Astier Basílio.

 

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