sábado, 20 de outubro de 2018
Música
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CORREIO entrevista Julian Corrie, vocalista da banda Franz Ferdinand

André Luiz Maia / 10 de outubro de 2018
Foto: Divulgação
A banda Franz Ferdinand fez história nos anos 2000 como uma banda que incorporou elementos do punk e do dance em uma sonoridade atual e jovem. Mais de 15 anos após seu surgimento, a banda de Glasgow, na Escócia, retorna ao Brasil fazendo a primeira apresentação na região Nordeste. Eles tocam no festival Mada, em Natal, na madrugada de sábado para domingo.

A banda sobe ao palco do Mada à 0h30, encerrando a noite do palco A da Arena das Dunas, após Angela Castro (19h40), Luísa e os Alquimistas (21h10) e Rincon Sapiencia (22h50). Vai apresentar sucessos da carreira como "Take me out", "Walk away" e "Do you want to", mas a base do repertório é seu disco mais recente, Always Ascending, lançado no início desse ano. A principal novidade desta apresentação no Brasil, no entanto, será uma nova formação do grupo.

Formado desde o início por Alex Kapranos (vocal e guitarra), Bob Hardy (baixo), Paul Thomson (bateria, percussão e vocal de apoio) e Nick McCarthy (guitarra e vocal de apoio), a saída do guitarrista em 2017 pegou os fãs de surpresa, entrando em seu lugar o músico Dino Bardot, além da adesão de Julian Corrie, com seus teclados e sintetizadores conhecidos no projeto de música eletrônica Miaoux Miaoux.

"Estamos chegando ao fim de uma longa turnê que levou o Always Ascending por países da Europa, América, Austrália, Japão, Rússia e Ucrânia, chegando agora à América do Sul. Os shows e os fãs têm sido excelentes e é um prazer tocar para eles. A banda está em êxtase no momento", comenta o músico Julian Corrie, em entrevista ao CORREIO.

O novo álbum, Always Ascending, traz uma novidade em relação aos trabalhos anteriores. O som da banda sempre teve como característica principal a sonoridade de rock eletrônico, mas com a predominância de instrumentos orgânicos. Aqui, a presença de sintetizadores é clara.

Texturas eletrônicas

Corrie, versado na cena da electronic dance music (EDM), explica o processo de concepção do disco. "A gente queria fazer um álbum mais voltado para a música dance, o que nos levou a trabalhar com o produtor Philippe Zdar. Ele é fantástico ao misturar o mundo da banda ao vivo com o entusiasmo das texturas eletrônicas. Sempre houve elementos eletrônicos no som da Franz Ferdinand, mas esta é a primeira vez que os trazemos para a linha de frente. Eles acrescentam uma nova dimensão às apresentações ao vivo", argumenta o músico.

O festival

O Mada chega à sua vigésima edição começando na sexta e com o Franz Ferdinand como uma das maiores atrações que passaram pelo palco do evento. Além disso, amplia seu tamanho, acrescentando mais um palco, totalizando três. O line-up é invejável, trazendo novidades do cenário nacional e internacional.

"O nosso objetivo sempre foi proporcionar aos nordestinos um evento que mostre um panorama do que vem sendo produzido no país, sem que o público precise se deslocar até outras regiões do país para desfrutar disso", reitera Jomardo Jomas, idealizador do festival. Os paraibanos da Rieg estarão nos representando na sexta-feira, levando consigo o show baseado no disco 12:00, lançado este ano acompanhado de um álbum visual, disponível no YouTube.

No mesmo dia, o público também poderá conferir shows dos pernambucanos do Cordel do Fogo Encantado e a cantora Duda Beat, o coletivo baiano Àtooxxá, Baiana System e a ex-Araketu Larissa Luz, com sua carreira solo.

Outras atrações são Pitty, Nação Zumbi, Far From Alaska, Luísa e os Alquimistas e Jade Baraldo. O rapper Rincon Sapiência (conhecido nacionalmente pela parceria com a cantora Iza em "Ginga") faz pela primeira vez uma performance no Rio Grande do Norte.

As atrações internacionais não se resumem aos escoceses do Franz Ferdinand. Bandas como Saint Chameleon (Áustria), Alfonsina (Uruguai) também apresentam seus trabalhos no palco do Mada.

"É um festival diverso e plural. Queremos ousar ainda mais e trazer outras atrações internacionais, mas queremos continuar sendo uma vitrine da produção nacional", completa Jomardo.

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