sexta, 18 de setembro de 2020

Música
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Com novo disco na mala, Zeca Baleiro chega a João Pessoa

André Luiz Maia / 20 de maio de 2016
Foto: Rama de Oliveira
Com novo disco na mala, Zeca Baleiro chega a João Pessoa em sua segunda parada da nova turnê, Era Domingo, que estreou em Natal e agora passa pelo Teatro Pedra do Reino. No repertório, a nova safra de canções do álbum que dá nome ao show, além de sucessos da carreira e releituras de artistas que são caros ao cantor e compositor maranhense.

Sobre essas releituras, Baleiro fez mistério sobre quais músicas ele tocará, mas revelou ao menos os artistas. “Adianto só que farei releituras de Bowie, Marina Lima e Belchior”, comenta o músico, em entrevista via e-mail.

Zeca será acompanhado por sua banda, formada por Tuco Marcondes (guitarra, guitarra de 12 cordas, violão de aço, banjo e vocais), Fernando Nunes (baixo e vocais), Pedro Cunha (teclados, samplers, sintetizadores e sax barítono), Adriano Magoo (teclados, acordeon e vocais) e Kuki Stolarski (bateria). O figurino é de Camila Motoryn, o cenário de Duda Arruk e o projeto de luz assinado por Camilo Bonfanti.

Era Domingo percorre o mesmo caminho pelo qual passou seu disco de estúdio anterior, O Disco do Ano, de 2012, no qual Zeca levou suas composições para produtores diferentes, o que resultou em um trabalho variado. Mas, quais são as vantagens desse método de produção? Como dar unidade a esse disco?

"Boa pergunta, que não sei responder. Acho que é um jeito divertido de fazer, que surgiu num primeiro momento quando eu estava muito ocupado com projetos paralelos. Então essa foi a solução que encontrei para fazer O Disco do Ano. Mas acho que agora, com Era Domingo, o resultado ficou mais coeso e a safra de canções também é melhor. Naquele, o mais importante era a provocação. Neste, privilegiei a canção em si", salienta Baleiro.

A diferença é que dessa vez Baleiro contou com a presença de Walter Costa e Sergio Fouad, que cuidaram da direção de produção e da coordenação artística do álbum. "Depois de quase 20 anos de carreira e mais de 10 discos lançados, tenho que criar novos modos de fazer, reciclar os métodos. Tudo que eu não quero é um trabalho burocrático”, comenta.

Para início de conversa, ele chamou os músicos que o acompanham para a produção também, como no caso de Tuco Marcondes ("Era domingo"), Adriano Magoo ("Ultimamente nada"), Fernando Nunes ("O amor é invenção"), Kuki Stolarski ("De mentira") e Pedro Cunha ("Ela parou no sinal").

Além disso, ele também trouxe para o núcleo criativo do disco uma série de parceiros e colaboradores de outros projetos. Um dos produtores de PetShopMundoCão (2002), Erico Theobaldo, ficou responsável por "Desesperança", Rogério Delayon por "Balada no oitavo andar", André Bedurê e Rovilson Pascoal por "Pequena canção" e Marcos Vaz por "Desejo de matar".

No meio desse trabalho colaborativo, ainda há espaço para nomes que nunca trabalharam com o músico antes, como Marcelo Lobato, do Rappa (responsável pela produção de "Homem só"), e Haroldo Ferretti e Henrique Portugal, do Skank, na produção da faixa "Deserta".  Por falar nisso, "Deserta" é uma das duas canções do disco que não foram compostas por Baleiro, em uma parceria com o músico congolês Lokua Kanza. A outra é "Desesperança", composição conjunta com Paulo Monarco, compositor mato-grossense, sobre poema homônimo do maranhense Sousândrade.

Zeca também conta com auxílios luxuosos nos vocais. Lino Krizz, Ellen Oléria e Luciana Vieira completam o time de colaborações. "Conheço a Ellen e o Lino de longa data. Ela, antes de participar do The Voice Brasil, ainda em Brasília. É uma baita cantora e sempre quis tê-la de algum modo colaborando em um disco meu. O Lino conheço do início dos 1990 em São Paulo, antes dele ter trabalho próprio e fazer backing pros Racionais. E a Luciana foi indicada pelo Rogério Delayon, produtor de uma faixa do CD. E, como os outros, ela arrasou", declara Baleiro.

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