quarta, 19 de dezembro de 2018
Música
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Banda Meiofree é a atração desta sexta no Projeto Cambada

André Luiz Maia / 15 de junho de 2018
Foto: Divulgação
Com rock autoral feito na Paraíba, a banda Meiofree é a atração do mês de junho do Cambada, projeto de valorização da música paraibana feita pela Fundação Espaço Cultural. O show acontece nesta sexta-feira (15) na Sala de Concertos Maestro José Siqueira e trará em seu repertório músicas dos quatro discos da banda, incluindo Half Livre, álbum mais recente lançado em 2015, que conta com releituras de músicas lançadas em discos anteriores. A performance serve como comemoração aos 10 anos de existência do grupo.

Liderado pelo guitarrista e vocalista Pedro Faissal, a banda ainda é composta por Gabriel Araújo (baixo, backing vocals e efeitos), Victor Lustosa (guitarra), Kleber Nascimento (bateria e backing vocals) e André Anterio (synths e efeitos), o grupo surge no fim de 2007, depois de Pedro ter saído da banda Projeto50.

“Na verdade, eu acabei saindo do grupo por razões pessoais e também porque eu tinha vontade de fazer algo diferente. Eu tinha algumas composições que não se encaixavam com os caminhos que o Projeto50 tinha escolhido e, a partir daí, comecei a procurar músicos que integrassem o projeto”, disse Pedro Faissal.

A formação inicial contava com Thiago Sombra e Victorama, que hoje tocam na Seu Pereira e Coletivo 401. "A história da Meiofree é fragmentada. Ao longo desses anos, fomos compondo diversas formações, que foram se desfazendo por muitos motivos. Há dois anos, consegui criar essa composição atual", afirma o músico.

À frente da Projeto50, Pedro representou a Paraíba no Ano do Brasil na França (2005) e integrou festivais importantes como Green Rock Festival (2002), ao lado de nomes como Sepultura e Raimundos. Depois deste capítulo, vem a Meiofree, um projeto de cunho mais pessoal. O nome da banda vem dessa dicotomia do cotidiano, do homem dividido entre as obrigações profissionais e a realização dos sonhos.

Na sonoridade criada, referências do samba rock de Jorge Benjor e do movimento grunge representados pela sonoridade de Nirvana. Do Nordeste, eles pegam a estética e a rítmica de Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga para criarem um híbrido, sem deixar de olhar para movimentos regionais que seguiram caminho semelhante, como o mangue beat de Chico Science e o Mundo Livre S/A.

No show desta sexta-feira (15), diferente de sua roupagem de rock clássica, eles incorporam outros elementos, como metais, representados pelos músicos paraibanos Bel Leite (saxofone) e Alysson Ramalho (trompete), além das percussões de Cassicobra.

A apresentação vem na esteira do aniversário de dez anos da banda e também ganhará um registro em audiovisual. "Faremos uma espécie de documentário, com algumas das músicas captadas durante a apresentação. É uma forma de organizar um registro que representa essa trajetória. Lançaremos como material colaborativo", explica Pedro Faissal.

A história do Meiofree também é representada no show pelas participações especiais de Chico Limeira e Débora Malacar. "São pessoas que marcaram de certa forma participaram da história dessa banda. Tem uma terceira participação, mas que será surpresa", completa o músico.

Para o segundo semestre, a Meiofree pretende fazer apresentações em uma espécie de miniturnê pelo Sul e Sudeste, além de já apresentar novidades em estúdio. Nos próximos meses, o público poderá conferir "Brasil Colômbia", novo single da banda que pretende tocar em algumas feridas. "Eu compus pensando nas semelhanças entre os dois países, especialmente o Brasil pós-golpe, com o crime organizado tomando conta de diversas esferas de poder", completa Pedro.

Cambada

Lançado em janeiro de 2016, o nome do projeto faz referência ao coletivo de caranguejos para expressar a intenção de coletividade. A proposta consiste em realizar uma série de shows onde artistas da terra ou radicados na Paraíba se apresentam com repertório construído com músicas de compositores paraibanos. Além da qualidade das atrações, outro atrativo do projeto é o preço popular, uma forma de estimular o público a consumir e apreciar os artistas locais.

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