quinta, 25 de fevereiro de 2021

Música
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Banda Flávio Cavalcanti, agora simplesmente Flávio, está de volta

André Luiz Maia / 01 de julho de 2017
Foto: Rafael Passos
Sucesso em João Pessoa nos anos 1990, a banda Flávio Cavalcanti, agora simplesmente Flávio, está de volta. Pelo menos, de volta com a intenção de celebrar os 20 anos do lançamento de seu primeiro disco, Flávio Cavalcanti na Praia – Vol. 1. Um show está marcado para hoje, a partir das 16h30, na General Store, no centro da cidade. O pôr do sol também conta com a performance da também paraibana, e também egressa dos anos 1990, Pau de Dar em Doido. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), com todos pagando meia chegando até as 18h. Comente no fim da matéria.

Sucesso em João Pessoa nos anos 1990, a banda Flávio Cavalcanti, agora simplesmente Flávio, está de volta. Pelo menos, de volta com a intenção de celebrar os 20 anos do lançamento de seu primeiro disco, Flávio Cavalcanti na Praia – Vol. 1. Um show está marcado para hoje, a partir das 16h30, na General Store, no centro da cidade. O pôr do sol também conta com a performance da também paraibana, e também egressa dos anos 1990, Pau de Dar em Doido. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), com todos pagando meia chegando até as 18h.

Flávio Cavalcanti, provocação em referência a um polêmico apresentador de TV, começou em 1994 como uma brincadeira entre os membros, que se conheceram na UFPB. "Começou de uma maneira divertida. Formamos a banda para tocar na calourada organizada por um coletivo de mulheres chamado Las Luzineides e acabou tomando um rumo mais sério", explica o guitarrista Edy Gonzaga.

Com esse retorno celebratório, a ideia é lançar músicas como "Lotado", que o grupo já tinha gravado em estúdio, mas nunca foram divulgadas oficialmente. "Temos algumas coisas novas que estamos trabalhando, mas ainda sem data para gravar ou lançar", adianta Edy.

O grupo retorna com sua formação original, composta ainda por Fábio Queiroz (vocal), Punk (vocal), Marcelo (baixo) e Tony (bateria). Como se trata se uma geração vinda da efervescência do pop rock nacional dos anos 1980, havia covers de canções como "Alice", de Kid Abelha, "Telefone", da Gang 90, e "Betty Frígida", da Blitz. Com o tempo, veio o material autoral, que bebia dessas influências e agregava outras, como o punk rock, o hardcore e até Beatles.

Depois de alguns anos fazendo lançamentos independentes e shows em João Pessoa, a então Flávio Cavalcanti começou a se apresentar em outros estados. Em 2000, no Festival Mada, em Natal, o grupo caiu nas graças de Rick Bonadio (Mamonas Assassinas, Charlie Brown Jr.). Isso levou o grupo a ter projeção nacional.

"Nós até lançamos um single pela Virgin, a gravadora fez um investimento, tocamos em rádios de todo o país com 'Enquanto os garotos jogam bola'. Mas Bonadio, que tinha produzido o single, saiu da direção artística da Virgin do Brasil e migrou para Abril Music", explica Edy.

Nesse processo, o lançamento do CD Seguindo a Rede Elétrica , já como Flavio C, acabou sendo adiado, acontecendo apenas em 2002. "Vivemos uma temporada em São Paulo, aguardamos, até que o CD saiu, mas o mercado nunca mais foi o mesmo para as gravadoras", completa.

Eles chegaram ao mercado nacional na mesma época em que a pirataria através da internet começou a se tornar popular. "Época em que apareceu o Napster, mp3, troca de arquivos digitais, ou seja, época em a 'vaca' estava emagrecendo para as gravadoras. Em períodos como esse, os grandes selos não investem mais em bandas novas, sons novos, experiências, eles se restringiram a apostar no certo, no 'popular', naquilo que teoricamente seria seguro. Depois do CD lançado, ainda fizemos o circuito de divulgação, mas como tínhamos outras possibilidades, acabamos desistindo desse projeto", relembra.

As novas configurações de mercado em 2017 animam Edy, ainda que carregue consigo um gosto de saudosismo. "Acho sensacional! Conseguimos ouvir e ter acesso a muita coisa antes difícil de conhecer. Virou um processo global. Mas como todo processo, também tem seus excessos e filtros que vão se solidificando com o tempo. Mudou a forma de se ouvir música, talvez ela tenha assumido outras funções, outros ideais. Acho que o mercado de shows lucrou com isso", arremata.

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