domingo, 19 de novembro de 2017
Música
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A voz: Elza Soares fala ao CORREIO sobre seu primeiro disco todo de inéditas

André Luiz Maia / 25 de outubro de 2015
Foto: Stéphani Munier/Divulgação
Das profundezas, emerge uma voz rascante, ardente como lava, entoando o prelúdio do Apocalipse. O disco A Mulher do Fim do Mundo, o novo trabalho em estúdio de Elza Soares, é o que poderíamos chamar de “paulada”. Um disco forte, intenso, coeso e necessário, como a própria intérprete define. Em uma carreira com mais de sessenta anos e agora 34 discos, este é o seu primeiro todo de inéditas – algo impensado, ao ouvir a interpretação de uma das nossas maiores artistas ainda vivas.

Mas, aqui vai o alerta para quem já está habituado ao som dos discos de Elza: não espere encontrar soluções óbvias. A sonoridade de A Mulher do Fim do Mundo incorpora diversos gêneros já trabalhados anteriormente por Elza, como samba, rock, rap e eletrônico, mas com roupagem ousada: ruídos, distorções, dissonâncias, quase-canções.

Um “punk samba” como definiu um dos “culpados” pela experiência, o produtor e baterista Guilherme Kastrup. Ele reuniu os músicos da cena paulista Kiko Dinucci (guitarra), Marcelo Cabral (baixo), Rodrigo Campos (guitarra), Felipe Roseno (percussão), Celso Sim (direção artística) e Rômulo Fróes (direção artística) para formar um verdadeiro núcleo de criação artística.

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