quarta, 20 de janeiro de 2021

Cultura
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Mãe lança livro que fez junto com filho que teve câncer

Assessoria / 16 de março de 2017
Foto: Divulgação
"O Quarto Azul” era como o estudante Fellipe Carvalho lembrava de seu momento de fé no quarto do Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa, onde fazia tratamento contra um câncer raro, o Tumor de Askin. “Um dos pontos marcantes do livro são os fortes momentos de intimidade com Deus, Nossa Senhora e o Espírito Santo, onde a experiência da fé é de extrema importância para superar as barreiras e sustentar o corpo e a alma”, conta a mãe, a enfermeira Gerlane Carvalho, que escreveu o livro junto com o filho, atendendo a um pedido dele. “Ele pedia que uma parte do livro fosse escrita por ele, onde compartilhava toda sua trajetória e a outra parte por mim onde eu relataria o sentimento da família durante os sete anos de luta contra a doença. E assim foi feito”, diz Gerlane.

O lançamento do livro será no próximo dia 23, às 19 horas, na Fundação Casa de José Américo, na capital e toda a arrecadação com a venda será revertida para a Associação Donos do Amanhã, uma instituição filantrópica que oferece suporte às crianças com câncer e suas famílias, atendendo a outro desejo de Fellipe.

“Tenho hoje dois sentimentos opostos: tristeza em razão de ter cumprido minha promessa em virtude do falecimento do meu filho e, o outro, uma enorme sensação de alegria por realizar seu sonho e perpetuar sua bela história e filosofia de vida”, falou. Fellipe descobriu que estava com câncer aos 16 anos e morreu aos 23 anos de idade, em 2011.

“Fellipe era jogador de vôlei. E mesmo quando soube que estava doente e que não teria mais condições de jogar, não perdeu o entusiasmo pelo esporte em nenhum momento. Reunia os amigos, organizava campeonatos e vibrava muito com toda aquela movimentação”, lembra o pai, Eduardo Oliveira, que é professor de educação física, técnico de vôlei e grande incentivador do filho neste esporte.

Segundo Eduardo, por mais triste que seja a perda de um filho, hoje, seis anos após a morte dele, o que vem na mente são os momentos de fé, força e luta. “Fellipe era muito alegre e, apesar dos momentos difíceis que passamos, era ele quem nos dava força pra continuar lutando. Não fraquejava em nenhum segundo. A sua perseverança e força interior serão lembradas pelos amigos e familiares como exemplo de vida”, falou o pai.

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