terça, 19 de setembro de 2017
Literatura
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Willian costa lança primeiro livro de crônicas em João Pessoa

André Luiz Maia / 18 de maio de 2017
Foto: Antônio David
O jornalista William Costa apresenta desde o início de sua carreira, em 1986, que tem predileção pela crônica. Da passagem por jornais como O Norte, A União e o CORREIO, ele reuniu algumas delas para lançar seu primeiro livro do gênero, ao qual ele considera sua estreia literária: Para Tocar Tuas Mãos – Chronesis, hoje na Fundação Casa de José Américo, em João Pessoa, e contará com a apresentação da professora Maria Vilani de Souza.

O livro também conta com textos de apoio de nomes importantes, como Marco Lucchesi, Maria Valéria Rezende e do escritor Thiago Andrade Macedo, autor do livro O Silêncio das Sombras. Em Para Tocar Tuas Mãos, os leitores poderão apreciar o olhar poético e reflexivo sobre o cotidiano, além de perceber experimentos literários dentro do gênero da crônica.

“Minhas crônicas são muito reflexivas e também faço o uso da metalinguagem, falando sobre o próprio ato de escrever”, pontua William Costa. Um bom exemplo é a primeira delas, “Ambição crônica”, dedicada a uma de suas referências literárias, Ferreira Gullar. Nela, ele expõe as sensações e faz analogias para explicar como é o ato de escrever um texto do tipo crônica.

Há um viés poético na obra de William, mesmo quando não está a escrever poesia. “De fato, tem um flerte com a poesia e mesmo com o conto. Normalmente, usa-se a primeira pessoa para escrever uma crônica, mas me arrisquei ao usar segunda e terceira pessoas, o que acaba tornando o texto um pouco conto”, explica o autor. Embora sempre conectado com o tempo presente, ele resgata memórias de infância, conceitos de filosofia, mitologia e música, dentre outros tópicos, para refletir sobre o agora.

A obra traz alguns textos inéditos, reúne outros publicados nos jornais e constitui-se em 42 crônicas. No entanto, para adequar-se ao projeto, ele reescreveu boa parte dos textos, para que eles tivessem certa coesão como obra. Quanto ao subtítulo, “chronesis”, William criou um neologismo, baseado nas palavras gregas “cronos”, a personificação do tempo, e “poíesis”, que pode ser entendida como “criação poética”, algo que sintetiza as experimentações sintáticas e semânticas dentro de seus textos.

Campinense, William Costa mora na Capital desde 1972. Após um período de seis anos trabalhando como gráfico profissional, se formou em jornalismo e iniciou sua vida profissional na Rádio Tabajara, passando em seguida pelos principais jornais impressos do estado, além das revistas Bastidores, Pessoa e Fabulação. Atualmente, edita, pela segunda vez, o Correio das Artes, suplemento mensal de literatura e artes do jornal A União.

 

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