sexta, 27 de novembro de 2020

Literatura
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Morre Umberto Eco, escritor de livros como “O Nome da Rosa”

Folha Press / 20 de fevereiro de 2016
Foto: Divulgação
O escritor italiano Umberto Eco, autor de “O Nome da Rosa”, morreu ontem aos 84 anos, segundo informações da imprensa italiana. De acordo com o jornal “La Repubblica”, a morte foi registrada às 22h30 (hora italiana), em sua casa, mas a causa ainda não foi divulgada.

Pensador, filósofo, ensaísta, romancista e crítico literário, Umberto Eco era figura de renome no meio acadêmico e referência em semiótica, mas ganhou sucesso internacional com “O Nome da Rosa”, obra adaptada para o cinema em 1986 pelo diretor Jean-Jacques Annaud, com Sean Connery no papel principal. No enredo, ambientado em 1327, um monge franciscano tem a missão de descobrir as misteriosas mortes de sete monges em sete dias.

Seu último livro, “Numero Zero”, foi lançado no ano passado e critica o mau jornalismo, a mentira e a manipulação da história. Uma paródia sobre tempos convulsos, porque “essa é a função crítica do intelectual”.

Um dos semiólogos e intelectuais europeus mais importantes deste século, ele também escreveu obras como “O Pêndulo de Foucault” (1988) e “O Cemitério de Praga” (2010), além de ensaios “O Problema Estético” (1956), “O Sinal” (1973), “Tratado Geral de Semiótica” (1975) e “Apocalípticos e Integrados” (1964), referência nos cursos de comunicação em todo o mundo.

Em uma de suas últimas colunas publicada pelo UOL, em janeiro deste ano, Eco fala de sua visão sobre a humanidade. “Na medida em que envelheci, comecei a odiar a humanidade. Portanto, se eu tivesse um poder absoluto, deixaria que ela continuasse em seu caminho de autodestruição. Ela seria destruída e eu ficaria mais feliz.

Pessoas como eu são intelectuais: nós fazemos o nosso trabalho, escrevemos artigos, temos maneiras de protestar, mas não podemos mudar o mundo. Tudo o que podemos fazer é apoiar a política de empatia”, escreveu ele.

Umberto Eco nasceu em Alexandria, na Itália, no dia 5 de janeiro de 1932.

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