sexta, 26 de fevereiro de 2021

Literatura
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Escritor promete mais revelações sobre 1930 em próximo livro

André Luiz Maia / 26 de julho de 2017
Foto: NALVA FIGUEIREDO
Muito se especula sobre João Pessoa. Não exatamente a cidade, mas sim sobre o governante que dá nome à capital paraibana. No dia do aniversário de morte do político, o CORREIO conversou com o historiador e advogado José Caitano de Oliveira, que lançará no próximo mês mais um livro sobre a chamada Revolução de 1930, momento histórico que, dentre outros acontecimentos, modificou o nome da cidade de Parahyba para João Pessoa. Comente no fim da matéria.

Antes, ele havia apresentado a obra Saga de 1930 e o Doido da Parahyba. Agora ele apresenta aos paraibanos O Diário Secreto de Osias Gomes – A Morte Anunciada de João Pessoa, baseado em estudos de José Caitano com base em um diário escrito por Osias Gomes em sua velhice sobre os acontecimentos da época do assassinato do então presidente da Paraíba. "Osias era secretário do governo João Pessoa, exercendo a função de diretor do jornal A União. Ele escreveu esse diário na década de 1980 para expor tudo o que ele sofreu em decorrência do assassinato do presidente", explica José Caitano.

Na época, Osias foi acusado de expor em A União a agenda de João Pessoa em Recife, informação que pode ter levado a João Dantas aparecer na Confeitaria Glória e ter assassinado o político. "A questão é que, como revela Osias, todas as notas e matérias sobre as famílias Dantas e Suassuna eram ditadas pelo próprio João Pessoa, que aparecia no jornal sempre no final da tarde para isso. A visita a Recife também foi de responsabilidade do próprio João Pessoa", relata o autor do livro. Dentre outros detalhes contidos no documento histórico, estão os relatos de tudo o que Osias sofreu em um hospício. "Ele foi preso para não falar sobre o que sabia e atrapalhar os planos dos governantes da época", afirma o historiador e advogado.

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