sábado, 20 de outubro de 2018
Literatura
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Cultura da Coreia do Sul inspira romance brasileiro

André Luiz Maia / 26 de janeiro de 2018
Foto: DIVULGAÇÃO
A cultura pop asiática não é uma novidade do Brasil. Nos anos 1990 e 2000, o Japão e seus produtos culturais se tornaram bastante populares. No entanto, a década atual está testemunhando a ascensão da cultura pop da Coreia do Sul no mundo inteiro, sendo Psy o nome mais popular entre o grosso da população. No entanto, os jovens andam consumindo música, videoclipes e até mesmo novelas – ou k-dramas.

Uma dessas pessoas arrebatadas pela hallyu ("onda coreana", nome dessa febre cultural) foi a jornalista Gaby Brandalise, que lançou recentemente o romance Pule, Kim Joo So através da Verus, selo do Grupo Editorial Record. A história é inspirada nas tramas dos dramas e também no universo do K-Pop, o pop coreano.

Assim como as séries são uma febre no ocidente, os dramas são um fenômeno na Ásia, com histórias de romance e de aventura em narrativa seriada. Inspirada nesse universo, Gaby decidiu escrever um romance em que mergulha na cultura coreana.

Pule, Kim Joo So gira em torno de Marina, uma jornalista desiludida com o seu emprego e atormentada com as agressões do ex-namorado policial. Ela trabalha no aeroporto de Curitiba e é lá que encontra So, um coreano que está perdido, machucado – e aparentemente com problemas com a polícia. A aproximação dos dois acaba se transformando em romance e, apesar das culturas muito distintas, começam a perceber pontos de conexão.

Gaby conheceu o universo dos dramas coreanos há dois anos e se apaixonou logo de cara por uma característica específica. "Eu fiquei muito interessada na narrativa desses dramas, pois é um jeito muito diferente do da gente de se contar histórias. Nos dramas, há a necessidade de enfatizar as emoções dos personagens. É sentir como a vida é, não ver como a vida é", explica a autora.

 

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