sexta, 27 de novembro de 2020

Literatura
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Autores do Prêmio José Américo 2014 ainda esperam o lançamento de seus livros

André Luiz Maia / 06 de março de 2016
Anunciado em outubro de 2014, quase um ano e meio se passou após a divulgação dos vencedores do Prêmio Literário José Américo de Almeida de 2014 e os autores contemplados pelo edital promovido pela Funesc ainda não tiveram suas obras publicadas. Ao todo, foram nove livros escolhidos, dentre as categorias poesia, romance, conto e cordel.

Uma delas foi a escritora Renata Escarião, que até hoje aguarda um posicionamento oficial da Funesc a respeito de seu romance de estréia, Sandálias Vermelhas. “Nós recebemos a notícia de que fomos contemplados com o prêmio, mas desde então não recebemos resposta sobre o encaminhamento da edição, nem fomos chamados para fazer qualquer tipo de revisão ortográfica ou pequenos ajustes”, reclama.

Outro escritor que também aguardou por bastante tempo uma definição de calendário foi Jairo Cézar, contemplado na categoria Poesia com seu livro O Peso das Gotas.

“Entendo que a crise econômica tem afetado em cheio o planejamento dos gestores públicos, mas não vou mais esperar”, explica, afirmando que a obra sairá no segundo semestre pela editora Penalux.

Quem também desistiu de esperar e publicou de forma independente foi Saulo Mendonça, ganhador na categoria Crônica com Recados que a-mails.com.

O coordenador de Literatura e Memória Cultural da Funesc, Archidy Picado Filho, explica que o principal motivo de atraso foi realmente a falta de verba. “Na sexta-feira, a responsável pela captação de recursos se reuniu com um possível patrocinar dos livros, mas creio que até o início dessa próxima semana, teremos uma resposta”, explica.

Archidy também fez questão de salientar que, ao longo dos mais de 16 meses de espera, ele procurou entrar em contato com os autores contemplados, através de e-mails e redes sociais, embora não tenha conseguido falar com todos.

No entanto, Renata Escarião acredita que faltou uma reunião oficial. “Não é apenas o atraso, é a falta de satisfação que nos incomoda”, completa.

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