terça, 29 de setembro de 2020

Literatura
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‘A Gigantesca Barba do Mal’ ataca intolerância

Renato Félix / 23 de dezembro de 2016
Foto: Divulgação
Para quem está acostumado com tudo absolutamente em ordem, um fio fora do lugar pode ser um grande transtorno. Em A Gigantesca Barba do Mal, escrito e desenhado por Stephen Collins, o título já indica que a história - em tom de fábula - vai tratar bem mais do que um único fio.

A história é centrada em Dave, um funcionário absolutamente normal de uma empresa em uma ilha chamada Aqui. A vida é tranquila em Aqui e o único foco de tensão é o desconhecido no além -mar, a hipotética terra chamada de Lá.

Dave vive seu cotidiano como um relógio: vai ao trabalho, volta para casa, desenha as pessoas na rua, que vê de sua janela. Ao som, sempre, de 'Eternal flame', sucesso romântico oitentista das Bangles.

Só tem um fio de cabelo no corpo, acima da boca (não no topo da cabeça, ele usa peruca). Um dia, sem qualquer explicação aparente, esse fio ganha a companhia de outros e uma barba cada vez maior se forma.

Num crescendo, o emaranhado de pelos vira uma questão pública em Aqui. É um incômodo que se recusa a "se encaixar" do que a sociedade de Aqui exige. Sobram críticas à intolerância, ao preconceito, ao sensacionalismo até o final poético e imprevisível da HQ.

“A gigantesca barba do mal”

De Stephen Collins (roteiro e arte). Tradução: Eduardo Soares

Editora: Nemo

Páginas: 240

Formato: 17 x 24 cm

Preço: R$ 39,80

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