quarta, 18 de outubro de 2017
Cinema
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José Mojica Marins, o Zé do Caixão, completa neste domingo 80 anos

Renato Félix / 13 de março de 2016
Foto: DIVULGAÇÃO
Quando esteve no Brasil recentemente, no Carnaval, o cineasta Tim Burton, que possui uma das assinaturas visuais mais peculiares de Hollywood, rendeu suas homenagens a um personagem, quando o encontrou pessoalmente: José Mojica Marins, o Zé do Caixão. O diretor, roteirista e ator, conhecido lá fora como Coffin’ Joe, teve mais uma amostra do alcance de seu trabalho. Hoje, ele completa 80 anos. Sim, nasceu em uma sexta-feira 13.

Com sua dicção particular (curiosamente, foi dublado em seus principais filmes), jeitão teatral e unhas enormes (hoje em dia, só as dos polegares), Mojica teve uma trajetória acidentada dentro do cinema brasileiro. Filho de artistas circenses, assistia os filmes do cinema em que o pai era gerente.

Seu primeiro filme profissional concluído foo o western feijoada A Sina do Aventureiro (1958).

Nos anos 1960, surgiu Zé do Caixão, personagem que seria para sempre identificado (e confundido) com o criador. A estreia foi em À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964), filme de baixíssimo orçamento que investia num gênero incomum no cinema brasileiro: o horror.

Zé do Caixão era o coveiro niilista sempre em busca das mulher ideal para gerar seus filhos, para isso submetendo as “candidatas” a suplícios como ter aranhas andando pelo corpo e matando que entrar em seu caminho.

Mojica, no entanto, passou apertos: teve até que dirigir filmes pornô. Mas o lançamento de seus filmes de horror nos EUA o transformou em cineasta cult. Sua obra passou, enfim, a ser mais respeitada também em seu país natal: tem três filmes entre os 100 melhores do cinema brasileiro, na lista da Associação Brasileira de Críticos Cinematográficos (Abraccine): À Meia-Noite Levarei Sua Alma (46º), O Ritual dos Sádicos (55º) e Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (90º).

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