sábado, 19 de outubro de 2019
Cultura
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Ingrid Trigueiro é a melhor atriz na Mostra de Cinema Contemporâneo

André Luiz Maia / 24 de julho de 2018
Foto: Divulgação
O equilíbrio entre força e sensibilidade deu a Ingrid Trigueiro o prêmio de melhor atriz na II Mostra de Cinema Contemporâneo do Nordeste por sua atuação em Rebento, filme do diretor André Morais.

A notícia chegou no fim de semana passada, ao término do festival realizado na Bahia, e Ingrid recebeu a notícia do diretor da obra. A conquista coroa 26 anos ininterruptos dedicados à atuação.

“Eu fico muito feliz com esse retorno sobre a personagem, sobre o filme, é muito gratificante ver as percepções sobre esse olhar meu e de André sobre o papel", conta Ingrid.

Na história, ela interpreta uma mulher que toma uma decisão extrema e carrega consigo o peso de suas atitudes.

Os diálogos iniciais começaram em 2013 e as gravações aconteceram no interior da Paraíba em 2015. Rebento está circulando por alguns festivais desde o começo do ano, inclusive a prestigiado Mostra de Cinema de Tiradentes, em Minas Gerais, mas ainda não estreou comercialmente.

Teatro: 26 anos contados

Ingrid Trigueiro tem um longo histórico no teatro. Logo no início dos anos 1990, ela estreia em João Pessoa, em Palácio dos Urubus, a convite de Roberto Cartaxo. Depois, ela veio participando de outros espetáculos, como Beijo Roubado, Drama das Almas, Não Se Incomode pelo Carnaval, As Velhas e Retábulo, este último dirigido por Luiz Carlos Vasconcelos, do Piollin Grupo de Teatro.

O cinema começou em sua vida de fato com uma pequena participação em Central do Brasil, de Walter Salles, mas que, de acordo com a atriz, foi importante como experiência. “No filme, são apenas três segundos, mas ter entrado pela primeira vez em um set de cinema foi decisivo para que eu começasse a entender como funcionava essa estrutura” explica Ingrid.

Outras participações vieram, mas foi Rebento que lhe proporcionou o espaço de protagonismo no cinema pela primeira vez.

O cuidado ao construir a personagem que nunca revela seu nome foi um processo cuidadoso. “Ela se fecha, raramente baixa a guarda. Para dar forma a ‘Ela’, como costumo chamá-la, eu trouxe as minhas experiências e as experiências de outras mulheres que carregam consigo um peso em suas jornadas”, salientou.

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