segunda, 18 de janeiro de 2021

HQ
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Mestre dos mestres das histórias em quadrinhos

Audaci Junior / 12 de março de 2017
Foto: Divulgação
“Eu não tinha ideia de que estava fazendo uma revolução. Sabia que o meu trabalho era diferente porque eu queria que fosse diferente, e que estava falando com um leitor totalmente distinto”, chegou a declarar Will Eisner (1917-2005), um dos mais importantes nomes dos quadrinhos.

Podemos afirmar que ele elevou o “gibi”, aquela HQ que seria “coisa de criança”, para um patamar mais “sério”, elevando para “arte sequencial”.

No ano do centenário de seu nascimento, celebrado na última segunda-feira, o autor novaiorquino continua sendo uma das figuras mais influentes do cenário graças a sua extensa obra. Um exemplo da sua importância é que a principal premiação do gênero, criada no final dos anos 1980, considerado o “Oscar dos quadrinhos”, é o Eisner Awards.

Além do talento, ele tinha aptidão para os negócios. Sem conseguir emprego num EUA pós-Depressão, sempre com a pasta de desenhos embaixo do braço e sonhando acordado, Eisner teve que se virar para ser um dos que consolidaria o status quo das HQs na época.

Chegou a trabalhar ao lado de nomes como Bob Kane, criador do Batman, e Jack Kirby, um dos criadores do Capitão América e outra penca de super-heróis e que também faria 100 anos em 2017.

Em tempos de guerra, desenhou manuais e panfletos didáticos em quadrinhos, para os soldados.

Por várias vezes “dourou a pílula” para evitar levar um “não”. Ao lado de femme fatales, do virtuosismo dinâmico de sua arte expressionista e dos painéis de créditos que faziam parte dos cenários, The Spirit, o detetive que foi dado como morto, mas retornou para combater o crime, tinha máscara e luvas porque super-heróis estavam em alta. Para receber um afirmativo do editor, ele acrescentou esses acessórios na hora, por telefone.

Quando perdeu prematuramente a filha, vítima de leucemia, fez um verdadeiro “exercício de agonia” para criar Um Contrato com Deus, com toques autobiográficos Queria publicar com um tratamento de livro. Percebendo que levaria outra batida de telefone, prontamente bolou um termo para reluzir novamente a pílula: “É uma graphic novel”, ou novela gráfica. Foi a partir daí que espaços nas estantes das livrarias começaram a ganhar a plaquinha “quadrinhos”.

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