quarta, 17 de julho de 2019
HQ
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Joaquim Nabuco e Câmara Cascudo são homenageados em HQ

André Luiz Maia / 01 de dezembro de 2017
Foto: Divulgação
No último mês de 2017, a editora Patmos tem novidade em dose dupla. Neste sábado, o público poderá conferir a biografia do político, diplomata e jornalista pernambucano Joaquim Nabuco, com roteiro do jornalista, escritor e sociólogo João Matias. No sábado seguinte, será a vez da história do potiguar Câmara Cascudo ganhar sua versão em quadrinhos, com roteiro do escritor e poeta Jairo Cézar. Ambas as obras são ilustradas por Lelo Alves.

No lançamento de Joaquim Nabuco em Quadrinhos, participam de um bate-papo o poeta Thiago Lia Fook e a professora de história da UFPB, Regina Behar. O quadrinho faz parte da coleção Primeira Leitura, da Patmos Editora e, para quem acompanha os lançamentos regulares da editora deve estranhar um pouco os novos volumes.

Normalmente dedicada a figuras paraibanas ilustres, a coleção agora se expande e passa a privilegiar também as trajetórias de grandes figuras do Nordeste brasileiro. E nada mais justo do que começar esse processo de expansão com Joaquim Nabuco, um dos maiores defensores da abolição da escravatura no Brasil durante o Império.

“No momento em que foi elaborado o Joaquim Nabuco em Quadrinhos, não esperava viver o momento político e social que vivemos neste ano de 2017. Então, de certa maneira, o projeto veio a calhar, porque recupera a trajetória de um político, jornalista e diplomata empenhado na defesa de uma injustiça cometida em nome da população negra e afrodescendente do Brasil”, comenta João Matias, em entrevista ao CORREIO.

Nascido no Engenho Massangana, nos arredores do Recife, Joaquim Nabuco, filho de um juiz e influente político baiano, foi um jovem dedicado aos estudos que, ao longo dos anos, tomou gosto pelo jornalismo, pela advocacia e pela atividade política. O que mais marcou a sua trajetória, porém, foi a comoção diante da desumanidade da escravidão. Nabuco se tornou um dos maiores intelectuais do Brasil, sendo um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.

Lelo Alves conta que o que mais fascinou neste projeto foi a reconstituição de época. “Adoro o visual mais antigo de estruturas e vestimentas e é legal explorar isso nas ilustrações”, comenta o ilustrador.

Com a liberdade de usar as técnicas que achou mais conveniente, suas ilustrações foram feitas originalmente em papel couchê com caneta esferográfica e marcadores em tom de cinza, acrescentando as cores digitalmente na pós-produção.

O artista já tinha feito outros trabalhos para a Patmos, principalmente por simpatizar com a proposta educacional. “Acho que o método convencional de ensino nos deixa inertes, esses métodos mais interessantes aprofundam a aprendizagem”, comenta.

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