segunda, 21 de maio de 2018
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Jack Kirby, desenhista da Marvel, completaria 100 anos nesta segunda

Renato Félix / 27 de agosto de 2017
Foto: Divulgação
O nome e a imagem de Stan Lee já se tornaram populares mesmo entre os não leitores de quadrinhos como o pai de uma série de super-heróis da Marvel. Mas essa paternidade é compartilhada em grande parte com alguém que não recebeu os mesmo holofotes: Jack Kirby, chamado “the king”, que amanhã completaria 100 anos.

Kirby era o desenhista para os roteiros de Lee que deram forma ao universo da Marvel Comics nos anos 1960. O Quarteto Fantástico, o Homem de Ferro, Thor, Hulk, os X-Men e os Vingadores saíram do seu lápis.

E, antes deles, o Capitão América. Com roteiro de Joe Simon e desenho de Kirby, o Sentinela da Liberdade surgiu em 1941, para depois ser resgatado nos anos 1960 pelo próprio Kirby, com Stan Lee, para o gibi dos Vingadores.

Kirby foi além de seu trabalho de desenhista e criava elementos para as histórias que não estavam nos roteiros.

As questões de autoria foram tema de polêmica entre Lee, Kirby e outros nomes da Marvel através dos anos, com várias versões conflitantes sobre quem fez exatamente o quê por trás dos créditos que constavam nas páginas dos gibis. Uma biografia de Kirby que está sendo lançada no Brasil tenta esclarecer esses pontos.

Livro toca em polêmicas

Jack Kirby, o Criador de Monstros, de Roberto Guedes, toca nessas feridas – inclusive contestando versões do próprio Kirby sobre alguns fatos. Como, por exemplo, sua alegação de que fez o lápis da primeira história do Homem de Ferro para Don Heck desenhar por cima, o que Heck nega.

Mas foi Kirby quem criou sozinho o Surfista Prateado, desenhando a fiura por conta própria em uma HQ do Quarteto Fantástico, mesmo com o roteiro de Stan Lee não pedindo nenhum personagem novo.

Em 1970, o clima na Marvel estava bastante ruim entre Kirby, Lee e o diretor Martin Goodman. O desenhista acabou contratado pela concorrente DC e poderia, enfim, assumir de vez a edição e os roteiros de suas HQs, criando personagens novos. Foi o surgimento do Quarto Mundo, e personagens como os Novos Deuses, que incluíam o Senhor Milagre, o demônio Etrigan e o vilão Darkseid.

Mas o livro começa a contra ra história de Jack Kirby pelo começo, ainda na infância, onde era um garoto mirrado, mas que não fugia de uma briga. Um temperamento turrão que o acompanharia pela vida.

Em 1975, Kirby voltaria a trabalhar com Stan Lee na Marvel. Ele cuidou do gibi do Capitão América e da adaptação do filme 2001 e de uma série mensal inspirada no filme.

Jack Kirby sempre sentiu que merecia mais reconhecimento do que teve no meio. Mas os desenhistas que vieram depois dele sempre contaram como o traço de Kirby foi único e, ainda assim, influente nos quadrinhos.

 

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