sábado, 08 de maio de 2021

Cultura
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‘Homem formiga e a Vespa’ estreiam nesta quinta-feira nos cinemas

André Luiz Maia / 04 de julho de 2018
Foto: Divulgação
A estreia de Homem-Formiga, em 2015, pegou muita gente de surpresa, já que o minúsculo herói da Marvel não era exatamente um personagem popular e sua história não era a mais aguardada. Com elogios da crítica e bom desempenho de bilheteria, era natural que a continuação viesse.

É aí que surge Homem-Formiga e a Vespa, em cartaz a partir desta quinta-feira (5) nos cinemas de João Pessoa e Remígio (confirmados até o fechamento desta edição). A história é ambientada dois anos depois de Capitão América – Guerra Civil, último no qual o herói que tem como principal capacidade reduzir seu tamanho até a escala microscópica havia participado.

Scott (Paul Rudd) está em prisão domiciliar, já que acabou desobedecendo os termos de sua condicional após os eventos da Guerra Civil. Enquanto busca um equilíbrio entre a vida de pai e os afazeres domésticos. Mas o super-herói original Hank Pym (Michael Douglas) e sua filha, Hope van Dyne (Evangeline Lilly), apresentam uma nova missão, que se relaciona com o passado.

Hope quer resgatar sua mãe, Janet Van Dyne (Michelle Pfeiffer) que desapareceu logo após seu nascimento, ficando em tamanho subatômico. Para esta missão, Hope assume o alter-ego da mãe, a Vespa, que também tem a capacidade de reduzir seu tamanho, uma tecnologia criada pelo próprio Hank, o primeiro Homem-Formiga.

A pedra no meio do caminho dos heróis é a vilã Ava (Hannah John-Kamen), também conhecida como Ghost. A personagem, por sinal, era originalmente um homem nos quadrinhos e não possuía história pregressa ou muitos detalhes, tornando-se então uma concepção particular dos desenvolvedores do filme. Sua habilidade principal é atravessar corpos e paredes e a missão é roubar os equipamentos de Hank Pym para si, com o principal objetivo de salvar sua própria vida. É interessante esta opção por transformar o personagem em uma mulher, já que Homem-Formiga e a Vespa é o primeiro filme da Marvel a trazer uma super-heroína no título.

Na verdade, este posto seria de Capitã Marvel, mas, devido a uma série de atrasos na produção do longa, as datas foram trocadas e o lançamento da aventura dos heróis microscópicos foi antecipado. Os acontecimentos dos dois filmes terão conexão com a continuação de Vingadores – Guerra Infinita e os produtores afirmaram em entrevista que a cena pós-creditos de Homem-Formiga e a Vespa dará uma pista importante para o que pode acontecer no capítulo final da saga dos Vingadores.

Sobre o filme em si, as reações preliminares estão sendo positivas, mas com algumas ressalvas. O crítico Arthur Pires, do Observatório do Cinema, pontua uma mudança de perspectiva, natural de uma continuação. Sem a obrigatoriedade de apresentar o personagem ao grande público, o filme pode brincar mais e apresentar cenas de humor. No entanto, o avaliador observa que essa estratégia apresenta falhas.

“Todas as sequências, mesmo as mais sérias, quando descobrimos a grande motivação da vilã, ocorre alguma ação externa que tem como única motivação gerar o riso. No primeiro filme, existia um trio de personagens que cumpriam esse alívio cômico, neste novo essa função cabe a todos. O estranhamento dessas alterações é inevitável. Mas, não somente por comparar com o primeiro filme, mas sim por comparar, de maneira até involuntária com os dois últimos lançamentos da Marvel”, pontua o crítico, ao fazer comparações com Pantera Negra e Vingadores – Guerra Infinita.

O Brasil acaba aparecendo de alguma forma no filme, no caso, na trilha sonora. Com escolhas bem pops, como “Humble”, de Kendrick Lamar, a compilação de músicas inclui o hit “Downtown”, de Anitta em parceria com o colombiano J Balvin. A faixa, em espanhol, fez bastante sucesso entre o público hispânico ano passado.

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