terça, 25 de junho de 2019
Cultura
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Há 40 anos morria um dos maiores artistas de todos os tempos: Elvis

Renato Félix / 16 de agosto de 2017
Foto: Divulgação
Dizer que qualquer fulano de rei de alguma coisa vive acontecendo nos dias de hoje. Mas poucos foram reis como Elvis Presley, que, exatos quarenta anos após sua morte, não perdeu a majestade como o "rei do rock". A expressão "Elvis não morreu" vem sendo repetida ano após ano, quase tão frequente quanto as teorias que levam a frase a sério ou quanto seus imitadores que se apresentam tanto em Las Vegas quanto pelo mundo (de vez em quando aparece algum em um show cover em João Pessoa).

Elvis morreu em sua mansão Graceland, em Memphis, no estado americano do Tennessee. Tinha 42 anos e sofreu um ataque cardíaco fulminante. Levava consigo uma carreira mitológica, de mais de um bilhão de discos vendidos e muitas imagens que se fixaram no imaginário popular. Por exemplo, a do jovem que misturava um visual rebelde e rosto bonitão, escandalizando as conservadoras famílias americanas com seu rebolado no horário nobre da TV – em sua primeira aparição no Ed Sullivan Show, em 1956, ele foi enquadrado da cintura para cima.

Musicalmente, ultrapassava as barreiras raciais ao cantar rock, blues e country. Com sucessos como "Heartbreak Hotel", "Hound dog" "Don't be cruel", "Jailhouse rock", "All shook up", alguns de seus primeiros sucessos, ajudaram a popularizar o rock pelo mundo. Elvis foi influente até para os Beatles, do outro lado do oceano. A partir de 1956, vieram os filmes. Ama-me com Ternura foi o primeiro, de onde veio o sucesso romântico "Love me tender". O Prisioneiro do Rock (1957) e Balada Sangrenta (1958) são considerados os melhores. A carreira parou para o serviço militar e, na volta, ele se concentrou nos filmes, que foram ficando cada vez mais pasteurizados. Mas ainda eternizaram o "Elvis militar" (Saudades de um Pracinha, 1960, seu retorno do serviço militar), o "Elvis praieiro" (em Feitiço Havaiano, 1961; e Seresteiro de Acapulco, 1963), e conseguiram bons momentos em Amor à Toda Velocidade (1964). Por muito tempo, foram presença certa e inofensiva nas tardes da TV.

Elvis começa a sair da mesmice no fim dos anos 1960. Voltou a fazer shows ao vivo, mesmo que o repertório fosse tão oscilante quanto seu peso. Se tornou dependente de remédios e se isolou a partir de 1972, a não ser para fazer shows. Sua morte causou uma comoção que reverbera até hoje. Muitos súditos estarão lembrando seu rei nesta quarta-feira (16).

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