quarta, 19 de dezembro de 2018
Cultura
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“Gaymada” contra o preconceito e pela descontração

André Luiz Maia / 26 de setembro de 2016
 

Arrombando as portas de todos os armários, o Festival de Inverno do Castelo Branco (FICABii) convocou todas as “bichas, rachas, héteras, pintosas e machudas” do bairro através do Facebook para uma divertida competição esportiva. Foi o 1º Campeonato InterLGBT de Baleada Transviada de João Pessoa, que aconteceu na tarde do domingo na praça Alves de Souza.

Os participantes estavam criativos. Se num jogo de baleada normal, as roupas são as mais simples possíveis, aqui cada um aproveitou para extravasar. Com um look mais “lacrativo” e “fechoso” que o outro, os times se reuniram e se inscreveram para uma partida habitual do jogo, mas, claro, com bastante bom humor. Os nomes dos times eram especialmente criativos, como “Pokémanas” e “Sibitus Baleadus”, arrancando risadas e aplausos de uma platéia bastante animada que ocupava praticamente todo gramado da praça.

“A proposta é ser uma imensa brincadeira. A baleada é um pretexto para o ‘close’ e para a ‘fechação’, para as bichas se unirem. É um dia para a gente rir, se divertir, despretensiosamente e mostrar que não há do que se envergonhar”, explica a cantora Priscilla Cler, organizadora do evento.

Ao invés de buscarem algum ginásio de colégio ou local fechado, a organização pediu autorização para realizar o evento na praça, afinal, nada mais adequado que uma praça para uma competição de baleada. Mas não é só isso. “É importante mostrar para a população do bairro que nós existimos, nos divertimos, somos como qualquer pessoa. A competição foi aberta para os heterossexuais também, queremos que a comunidade se aproxime e interaja conosco”, complementa Priscilla. Depois da baleada LGBT, a ideia é criar outra competição, a o FutSapa, com times de futsal formados por lésbicas. “Mas vamos com calma que eu sou só uma e somos poucos para dar conta”, brinca Priscilla.

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