quarta, 17 de julho de 2019
Cultura
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Festival muda de nome para assumir diversidade no Centro Histórico

André Luiz Maia / 26 de abril de 2019
Foto: Divulgação
Na prática, a diversidade de gêneros musicais já era uma realidade no Grito Rock. Diante disso, o tradicional festival de música independente chega à sua 12ª edição em João Pessoa apenas como Grito, uma maneira de transpor para o nome essa característica de seu line-up.

São mais de 60 atrações, tocando nesta sexta-feira e sábado no Centro Histórico da cidade. Os sete palcos estão espalhados por estabelecimentos da região, especialmente na Praça Antenor Navarro e no Largo São Frei Pedro Gonçalves, além de um grande palco montado ao ar livre para algumas apresentações do sábado.

Além dos shows, acontecem também exposição de artes visuais, intervenções cênicas e literárias, feira de troca, oficinas, food park e feira cultural.

Em 2019, são mais de 100 cidades ao redor do Brasil e do mundo realizando o Festival Grito, incluindo países como Portugal Cabo Verde, Bolívia e Colômbia. A edição de João Pessoa vai ser a maior do Brasil este ano.

A diversidade de sons encontrada na programação é facilmente atestada ao vermos nomes como a banda Maldita, do Rio de Janeiro, os beats de DuSouto, do Rio Grande do Norte, e a reverência das bandas paraibanas Cabruêra e Os Fulano a um movimento específico da carreira de Jackson do Pandeiro, no show Jackson Racional e os Afrobatuques. O show fecha o evento celebrando o centenário do lendário músico paraibano, natural de Alagoa Grande.

PIB PB. A cena local paraibana estará bem representada na programação do Grito João Pessoa, carregando consigo a diversidade apontada no início da matéria. Nomes como Rieg, Flor de Pedra, Sinta a Liga Crew, JVNO, Margaridas em Fúria, About the Blues, Val Donato, Borborema Boombox e Turmalina Parahyba são alguns exemplos desse caldeirão cultural efervescente.

Uma das primeiras bandas a tocar no sábado é Gatunas, com um show na Vila do Porto. O grupo atualmente formado por Aysha Adab (vocal), Ruanna Gonçalves (guitarra), Morgana Morais (contrabaixo) e Marcondes Orange (bateria) traz consigo a bandeira da diversidade, seja musicalmente, seja nas questões de gênero.

Formada majoritariamente por mulheres, cis e transgêneros, Gatunas traz em seu repertório autoral músicas que refletem sobre a fobia social contra a classe LGBTQIA+ (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, queer, intersexo, assexuados e +), assimetrias entre os gêneros masculino e feminino e questões raciais.

No sábado, elas apresentam em primeira mão a música “Negra de ginga”, que deve ser lançada nesta sexta-feira (26) junto com um videoclipe. É apenas uma das novidades para 2019. “Queremos fazer algumas gravações ao longo do ano como single e finalizar com um EP”, afirma a baixista Morgana Morais.

Também há a previsão de trabalhos com Rieg e outros artistas ao longo do ano. “Essa nova fase de Gatunas busca dar uma cara autoral à banda, tocando de carimbó ao rock, passando por xote. A diversidade é a bandeira de Gatunas”, arremata a guitarrista Ruanna Gonçalves.

Hazamat é outra banda que traz novidades. O grupo composto por Diogo Egypto (voz, baixo e sintetizador), Johnny Araújo (guitarra, voz e sintetizador), Pedro Guimarães (guitarra e voz) e Peehfe Araújo (bateria e percussão) lançou na semana passada “Armação”, seu primeiro trabalho desde o álbum II, de 2015. “A ideia é gravarmos mais músicas ao longo do ano, lançarmos um EP e, dependendo do andar da carruagem, um disco novo”, pontua Peehfe Araújo.

Outro grupo que lançou coisa nova é Banda-Fôrra. Depois de apresentar números de videodança para todas as faixas do disco Trilha e um clipe para a faixa “Apego” em 2018, este ano foi a vez da faixa "Abril", uma parceria com Vieira (outra atração do Grito João Pessoa), ganhar um vídeo para chamar de seu. Para o resto do ano, os planos são continuar a explorar o repertório desse primeiro disco. “Queremos explorar ainda o potencial dessas músicas, fazendo mais shows pelo país. Mas adianto que devem vir surpresas também”, completa o vocalista Guga Limeira.

"Acho engraçadíssimo quando vejo as pessoas reclamando que não há 'rock no Grito Rock'. O Grito consolida na nomenclatura um processo natural que acontece na cena paraibana, que é vibrante, pulsante, que fala diversos sotaques musicais" falou vocalista da Banda-Fôrra, Guga Limeira.

Programação



Sexta-feira (26)

CENTRO CULTURAL ESPAÇO MUNDO

22h — Marcus Yazbek

23h — Marcos Rosa

HERA BÁRBARA

22h — Trio Maria Sem Vergonha

23h — Siba Carvalho (PE)

DJABA PUB

22h — Ode Insone

23h — Venus in Fuzz

VILA DO PORTO

22h — JVNO

23h — Caixa de Maribondo

MOFADO BAR

22h — Azerdna

23h — Crânio

Sábado (27)

PRAÇA ANTHENOR NAVARRO

17h — Exille Alef

18h — Junior Cordeiro

19h — About The Blues

19h40 — Sarau Selváticas

20h10 — Arrete (PE)

20h50 — Maracatu Nação Pé de Elefante

21h20 — DuSouto (RN)

22h40 — Maldita (RJ)

0h10 — Jackson Racional e os Afrobatuques

CENTRO CULTURAL ESPAÇO MUNDO

16h30 — Survivant

17h30 — Flores Baldias

18h30 — Ayabass

19h40 — Flor de Pedra

20h50 — Bohos and Queens (AL)

22h — Sourebel (RN)

23h30 — Vieira

1h — Val Donato

HERA BÁRBARA

16h30 — Kaya7

17h30 — Wild

18h30 — La6Crew

19h40 — Fontes

20h50 — Mebiah

22h — Gang44

23h30 — DJAC

1h — LomBRa

2h — DJ Ian Valentin

DJABA PUB

16h30 — Self Creation

17h30 — Dolorem

18h30 — Demoniah (PE)

19h40 — Margaridas em Fúria

20h50 — Soturnus

22h — Flamenhell

23h30 — Terrible Force

1h — Vermgod

VILA DO PORTO

16h30 — Gatunas

17h30 — Borborema Boombox

18h30 — Orijah

19h40 — Kill The Boss

20h50 — Electro Bromance

22h — Rieg

23h30 — Banda-Fôrra

1h — Sinta A Liga Crew

MOFADO BAR

16h30 — Revoltos Constantes

17h30 — Carrapato’s

18h30 — Primavera Blue

19h40 — Turmalina Parahyba

20h50 — T.O.S.I.

22h — Mate Ou Morra

23h30 — Hazamat

1h — Sistema Brutal

VAN FILOSOFIA

21h20 — Van Filosofia e Veejay FM

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