sábado, 27 de fevereiro de 2021

Exposição
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Gamela abre exposição conjunta reunindo Fred Svendsen, Miguel dos Santos e Flávio Tavares

André Luiz Maia / 12 de julho de 2017
Foto: Divulgação
A Galeria Gamela abre amanhã uma exposição que reúne obras de artistas importantes na história das artes plásticas da Paraíba. Em Eencontross (grafado assim mesmo, com dois "e" e dois "s"), Flávio Tavares, Miguel dos Santos e Fred Svendsen exibem a versatilidade de seus trabalhos nos mais diversos suportes Ela fica aberta para visitação até o dia 31. Ao todo, são cerca de oitenta peças, dentre esculturas, quadros, objetos em madeira, cerâmica e outros materiais. Os preços são diversos e podem variar de R$ 500 a R$ 15 mil.

As obras de Miguel dos Santos mostram sua versatilidade em materiais e técnica. Uma sequência de três quadros pequenos em preto e branco se destacam em meio a esculturas e quadros. Os quadros, mais especificamente, trabalham com a predominância de cores quentes. Já Flávio Tavares apresentou uma continuação de sua exposição A Linha do Sonho. As obras expostas na Gamela, em sua maioria, são figuras femininas. "Eu me inspirei na figura das divas para desenhá-las", conta o artista.

Além das belas mulheres em quadros, a galeria também incluiu uma obra que privilegia paisagens naturais. "É realmente um prazer poder dividir espaço de uma exposição com dois artistas tão talentosos e representativos do nosso estado", comenta o artista plástico. Flávio está se organizando para levar A Linha do Sonho para galerias como o Museu Nacional de Brasília. Fred Svendsen, assim como seus colegas de exposição, possui um traço muito característico. Boa parte de suas obras se caracteriza pelo retrato de figuras humanóides, de formas ovaladas, com fundo preto e o contraste entre cores quentes e frias, tornando seu trabalho facilmente detectável. "Em qualquer lugar do mundo, dá para identificar um trabalho meu. Assim como Flávio e Miguel, sou um artista com um estilo bem definido e com trago essa bagagem", comenta Svendsen.

O artista explica que a escolha dos artistas delineia um recorte geracional. "Depois da morte de Hermano José, nós temos vivos representantes das artes da geração dos anos 1960 e 1970. Acredito que essa exposição é importante para mostrar nosso trabalho às novas gerações, já que a Paraíba é prolífica no campo das artes plásticas", pontua Svendsen.

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