quinta, 15 de abril de 2021

Dança
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Quinta edição da Mostra Campinense de Dança começa hoje

André Luiz Maia / 24 de abril de 2019
Foto: Divulgação
Campina Grande se transforma a partir desta quarta-feira (24) em um grande palco. A V Mostra Campinense de Dança se estende até o próximo domingo com diversas atividades, sejam apresentações de espetáculos, batalhas de dança e workshops na área. A realização é do Balé Cidade de Campina Grande, que também está na programação.

A ideia é demonstrar a pluralidade da dança, mas também estimular a proximidade do público com essa expressão artística. “A gente passa pelo balé clássico, o neoclássico, dança contemporânea e também as danças urbanas, com as batalhas. No entanto, nossa prioridade é a ação pedagógica”, salienta Erasmo Rafael, coordenador do Balé Cidade de Campina Grande e um dos realizadores da mostra.

Além dos espetáculos convidados, há uma série de workshops e mostras coreográficas, para que dançarinos amadores e estudantes de cursos de dança possam mostrar uma rotina específica ou um fragmento com base nos conhecimentos adquiridos até então em suas trajetórias como aprendizes na arte do corpo.

Na abertura, às 20h, o Ballet Gonzalez, de Recife, apresenta seu trabalho coordenado pelo bailarino cubano Luiz Ruben Gonzalez. Os bailarinos trazem para a cena sua experiência proveniente de uma formação plural, com bailarinos de balé, jazz e street jazz. Logo em seguida, o grupo Redemoinho, da UFPB, entra em cena com Repitologia, do coreógrafo e professor de dança Victor D'Olive.

Trata-se do estudo de um bailarino com apenas um passo, que busca a interação com o público para expor as questões do exercício do poder no processo de criação da dança. “A gente acaba tocando em assuntos com um certo peso, mas a composição dramatúrgica é leve, suave. O publico partilha de um sentimento de empatia e de integração, há um senso de comunidade quando estamos fazendo a demonstração coreográfica”, conta Victor.

Os espetáculos acontecem no Teatro Municipal Severino Cabral, o que torna uma das atrações mais curiosas ainda. Normalmente executada em locais públicos, como praças e anfiteatros, a Batalha All Styles chega para representar da dança de rua e a cultura hip-hop dentro da mostra. Na competição, os dançarinos precisam apresentar seus movimentos de dança sobre a trilha sonora apresentada na hora pelos DJs, criando um clima saudável de competição.

A ação premia o melhor dançarino e o convida a participar da batalha promovida pelo RIOH2K Festival de Dança, no Rio de Janeiro. O MC (mestre de cerimônias) que comanda a batalha é o coreógrafo e bailarino Filipi Ursão. No júri, dois representantes do Rio de Janeiro (Filipi Escudine e Rodrigo Soninho) e dois representantes da Paraíba (Jack Keyse, de Campina Grande, e Iordz, de João Pessoa).

“Qualquer dançarino que tenha experiência com dança urbana, seja locking, popping, house, waving, voguing, é bem-vindo. É uma batalha, mas mais que enfrentar o outro, é um desafio proposto ao próprio dançarino, que precisará mostrar suas habilidades para vencer a competição”, comenta Filipi.

"A dança é forte em Campina Grande. Quando assumimos a direção do Teatro Severino Cabral, criamos uma série de ações para fidelizar o público em espetáculos de dança. Quando trazemos espetáculos de grupos de fora, atraímos mais pessoas para a dança" falou o realizador da mostra, Erasmo Rafael.

Aulas de street dance



Além da batalha de dança, os curiosos pela street dance poderão ter uma experiência mais direta com o gênero em um dos workshops da V Mostra Campinense de Dança, ministrada por Filipi Ursão.

O professor, coreógrafo e diretor de movimento de 31 anos começou na dança de salão aos seis e desde os 12 atua nas danças urbanas. Sua experiência com os diversos gêneros de dança de rua o levaram a trabalhar com artistas diversos, desde popstars brasileiros como Anitta, Iza, Lexa e Nego do Borel até companhias como a de Deborah Colker, como assistente coreográfico no espetáculo Cão Sem Plumas.

Foi diretor do palco Street Dance de três edições do Rock in Rio, inclusive a edição em Las Vegas. Também foi responsável por coordenar o segmento de danças urbanas na abertura dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

“A dança urbana está começando a ganhar naturalmente mais espaços em festivais e teatros, especialmente por conta do crescimento da presença da dança na vida cotidiana das pessoas”, pontua o coreógrafo.

Programação



Quarta (24)

20h — Plural (Ballet Gonzalez, PE)

20h30 — Repitologia (Redemoinho, João Pessoa)

Quinta (25)

20h — Inverno dos Cavalos (Cia de Dança do Teatro Alberto Maranhão, RN)

Sexta (26)

20h — 2/4 Romeu e Julieta (Balé Cidade de Campina Grande)

Domingo

20h — Frida (Cia. Ateliê Contemporâneo de São Luís, MA)

Local: Teatro Municipal Severino Cabral (Av. Floriano Peixoto, s/nº, Centro, Campina Grande – 3322.7490 )

Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)

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