domingo, 28 de fevereiro de 2021

Cinema
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Veja crítica do filme ‘Homem-aranha – De volta ao lar’

Renato Félix / 19 de julho de 2017
Foto: DIVULGAÇÃO
O Homem-Aranha já é um personagem familiar para o grande público, graças aos cinco filmes anteriores estrelados pelo personagem da Marvel Comics. Mesmo esta repaginada, que protagoniza Homem-Aranha – De Volta ao Lar (2017), já foi bem visto na sua participação em Capitão América – Guerra Civil (2016). Ainda assim, há novidades suficientes para oferecer um sabor de novidade e, talvez, exagerar nessa vontade. Comente no fim da matéria.

Agora integrado ao universo cinematográfico da Marvel, o Aranha está em sua encarnação mais jovem. O filme de 2002 era não só o primeiro com o herói, mas um dos primeiros desta era de filmes de super-heróis. Ele tinha a obrigação de contemplar os principais elementos do cânone do Cabeça de Teia. A picada da Aranha, o colegial, a morte do Tio Ben, o trabalho como fotógrafo e o irascível editor de jornal J. Jonah Jameson.

Esse filme se desobriga de tudo isso. A origem não é recontada, a Tia May rejuvenesceu mais que Peter Parker (ela é interpretada por Marisa Tomei; ele, por Tom Holland), nenhuma das principais namoradas surge (Liz Allen entra no lugar de Gwen Stacy ou Mary Jane Watson). Jameson, então, não aparece num filme desde Homem-Aranha 3 (2007).

O Aranha, atuando há poucos meses, está agora intimamente ligado a Tony Stark/ Homem de Ferro. Foi o milionário que o introduziu à comunidade super-heroica e deu a ele seu uniforme.

É a partir daí que o filme introduz mudanças mais drásticas no herói tradicional. O uniforme tem muitas semelhanças com a armadura de Stark: é cheio de recursos e possui uma inteligência artificial com quem Parker dialoga.

É interessante lembrar o quão solitário era o Aranha de Tobey Maguire. Até o final do segundo filme, nenhum aliado conhecia sua identidade secreta. A inteligência artificial (o "cara na cadeira", como diz um personagem) é um recurso muito usado hoje para que o herói tenha alguém para explicar o que vai fazer – e ao público, por tabela.

De certa forma, essas traquitanas diminuem um pouco o personagem. Ele nunca precisou de um computador que desse a ele oppções de teia dupla, cruzada ou o que o valha. O talento bastava. Felizmente, no seu lado Peter Parker, o personagem segue carismático e agora com uma indisfarçável inspiração em John Hughes, mestre dos filmes adolescentes dos anos 1980, como Curtindo a Vida Adoidado (1986).

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