segunda, 10 de maio de 2021

Cinema
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Sueco Ingmar Bergman, um dos mais importantes cineastas, completaria 100 anos

Renato Félix / 14 de julho de 2018
Foto: Divulgação
Alguns cineastas se consagraram por terem construído ao longo de suas carreiras universo temático e estético extremamente particular e pessoal. O inglês Alfred Hitchcock e o italiano Federico Fellino são alguns deles. O sueco Ingmar Bergman, que completaria 100 anos hoje, é outro. Seus filmes investigam a alma humana, mostram relacionamentos difíceis, debatem a fé e, mesmo com fama exagerada de "difíceis", possuem admiradores fiéis.

O cineasta escreveu e dirigiu para cinema e TV dos anos 1950 aos 2000 e possui uma série de clássicos inegáveis: O Sétimo Selo (1957), Morangos Silvestres (1957), Persona (1966), Gritos e Sussurros (1972) e Fanny & Alexander (1982) são apenas alguns deles.

Ainda na infância, Bergman já lidava com o teatro em um show de marionetes que fazia em casa com a irmã e amigos. Começou a escrever para teatro em 1941 e entrou no cinema reescrevendo roteiros ruins de outros. Depois passou a escrever roteiros dele próprio.

O primeiro, adaptando um romance dele mesmo sobre seu último ano como estudante, virou Tortura do Desejo (1944). Dois anos depois, a estreia como diretor, com Crise (1946) e Chove sobre Nosso Amor (1946).

A partir daí, Bergman usou temas recorrentes. Enquanto a religião (seu pai era pastor) era associada à opressão e fé oposta em dúvida, o teatro surgia muitas vezes como um elemento de liberdade e salvação. Os atores mambembes são "protegidos" por ele em O Sétimo Selo, em que um cavaleiro questiona Deus enquanto vaga pela Suécia atacada pela peste negra. Em Fanny & Alexander, o pequeno casal de irmãos observa sua alegre família de artistas se tornar opressiva quando a mãe viúva se casa com um pastor.

Os colaboradores também foram recorrentes: os atores Liv Ullman, Bibi Andersson, Harriet Andersson, Ingrid Thulin, Max von Sydow, Gunnar e o diretor de fotografia Sven Nykvist estão em vários filmes do diretor.

A imagem do cavaleiro jogando xadrez com a morte, de O Sétimo Selo, talvez seja a mais famosa dos filmes de Bergman, sendo citada em muitas obras depois. Mas o sueco deixou muitas outras imagens inesquecíveis: as metades dos rostos de Liv Ullman e Bibi Andersson formando um rosto só, simbolizando suas personalidades se misturando em Persona; o vermelho ostensivo de Gritos e Sussurros (1972); o velho professor entrando em sua memórias em Morangos Silvestres...

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