sábado, 16 de janeiro de 2021

Cinema
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‘Que Horas Ela Volta?’ vence o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro

Academia Brasileira de Cinema / 05 de outubro de 2016
Foto: Divulgação
Com quatorze indicações – o recordista deste ano – o aclamado Que Horas Ela Volta, de Anna Muylaert, consagrou-se como o maior vencedor do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2016, considerado o Oscar da produção nacional. Ao total foram sete troféus Grande Otelo conquistados: Melhor Longa de Ficção, Direção, Atriz (Regina Casé), Atriz Coadjuvante (Camila Márdila), Montagem de Ficção, Roteiro Original e Longa de Ficção pelo Júri Popular. Regina e Camila, aliás, foram umas das únicas premiadas a estarem presentes na cerimônia ocorrida no Teatro Municipal do Rio de Janeiro na noite desta terça-feira, dia 04 de outubro, e agradeceram suas vitórias em meio a fortes manifestações de protesto e gritos de “Fora Temer”. A emoção falou forte também durante o discurso de Daniel Filho, o grande homenageado do ano, que relembrou sua história e sua grande paixão pelo cinema.

Os outros vencedores do ano foram Chatô: O Rei do Brasil (Ator, para Marco Ricca, Figurino, Maquiagem, Direção de Arte e Roteiro Adaptado), com cinco troféus, Chico: Artista Brasileiro (Longa Documentário, Montagem Documentário, Som e Trilha Sonora), com quatro, e O Sal da Terra (Melhor Filme Estrangeiro e Filme Estrangeiro pelo Júri Popular), com duas vitórias. Infância (Longa de Comédia), Até que a Sbórnia nos Separe (Longa de Animação), A Hora e a Vez de Augusto Matraga (Ator Coadjuvante, para Chico Anysio), A Estrada 47 (Efeitos Visuais), Betinho: A Esperança Equilibrista (Longa Documentário pelo Júri Popular), A História da Eternidade (Trilha Sonora Original), Órfãos do Eldorado e Sangue Azul (ambos como Fotografia, no único empate do ano) ganharam, cada um, apenas um troféu.

Dois paraibanos estavam na disputa pelo Troféu Grande Otelo: Marcélia Cartaxo foi indicada pela 3ª vez a melhor atriz (aqui por A História da Eternidade; ela já venceu por Madame Satã). E Praça de Guerra concorre a melhor curta documentário. Mas não figuraram entre os vencedores deste ano.

LONGA DE FICÇÃO: Que Horas Ela Volta, de Anna Muylaert

LONGA DOCUMENTÁRIO: Chico: Artista Brasileiro, de Miguel Faria Jr.

LONGA COMÉDIA: Infância, de Domingos Oliveira

LONGA DE ANIMAÇÃO: Até que a Sbórnia nos Separe, de Otto Guerra

DIREÇÃO: Anna Muylaert, por Que Horas Ela Volta

ATRIZ: Regina Casé, por Que Horas Ela Volta

ATOR: Marco Ricca, por Chatô: O Rei do Brasil

ATRIZ COADJUVANTE: Camila Márdila, por Que Horas Ela Volta

ATOR COADJUVANTE: Chico Anysio, por A Hora e a Vez de Augusto Matraga

DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: Adrian Trejido, por Órfãos do Eldorado, e Mauro Pinheiro Jr, por Sangue Azul

ROTEIRO ORIGINAL: Anna Muylaert, por Que Horas Ela Volta

ROTEIRO ADAPTADO: Guilherme Fontes, João Emanuel Carneiro e Matthew Robbins, por Chatô: O Rei do Brasil

DIREÇÃO DE ARTE: Gualter Pupo, por Chatô: O Rei do Brasil

FIGURINO: Rita Murtinho, por Chatô: O Rei do Brasil

MAQUIAGEM: Maria Lucia Mattos e Martín Macías Trujillo, por Chatô: O Rei do Brasil

EFEITOS VISUAIS: Robson Sartori, por A Estrada 47

MONTAGEM FICÇÃO: Karen Harley, por Que Horas Ela Volta

MONTAGEM DOCUMENTÁRIO: Diana Vasconcellos, por Chico: Artista Brasileiro

SOM: Bruno Fernandes e Rodrigo Noronha, por Chico: Artista Brasileiro

TRILHA SONORA ORIGINAL: Zbgniew Preisner, por A História da Eternidade

TRILHA SONORA: Luiz Claudio Ramos, por Chico: Artista Brasileiro

LONGA ESTRANGEIRO: O Sal da Terra, de Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado

CURTA DE ANIMAÇÃO: Égun, de Helder Quiroga

CURTA DOCUMENTÁRIO: Uma Família Ilustre, de Beth Formaggini

CURTA DE FICÇÃO: Rapsódia de um Homem Negro, de Gabriel Martins

LONGA DE FICÇÃO – JÚRI POPULAR: Que Horas Ela Volta, de Anna Muylaert

LONGA DOCUMENTÁRIO – JÚRI POPULAR: Betinho: A Esperança Equilibrista, de Victor Lopes

LONGA ESTRANGEIRO – JÚRI POPULAR: O Sal da Terra, de Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado

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