quarta, 19 de dezembro de 2018
Cinema
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‘O Bebê de Bridget Jones’ estreia nesta quinta-feira

Renato Félix / 29 de setembro de 2016
Foto: Divulgação
A saga de Bridget Jones, uma mulher inglesa moderna tentando combinar sucesso profissional e um relacionamento de futuro, começou em 1995, como uma coluna no jornal The Independent. No ano seguinte, a autora, Helen Fielding, transformou a coluna no livro O Diário de Bridget Jones, que chegou ao cinema em 2001. Vieram a continuação do livro (em 1999) e do filme (em 2004). Em 2013, um novo livro marcou o retorno da personagem. Seguido, claro, pelo inevitável terceiro filme, que estreia no Brasil hoje: O Bebê de Bridget Jones (2016).

Com a mesma diretora do primeiro filme, Sharon Maguire, e Renée Zellweger e Colin Firth de volta a seus papéis, o novo filme encontra a heroína em uma crise no relacionamento com Mark Darcy. Separados, ela engrena um novo namoro com o personagem de Patrick Dempsey. Aí, fica grávida – e não sabe qual dos dois é o pai.

O filme, no entanto, não é uma adaptação do terceiro livro, mas uma trama independente – na literatura e no cinema a vida de Bridget tomou rumos bem diferentes. No livro, Darcy está morto. Viúva, a quarentona Bridget tem dois filhos e engrena um romance com um homem de 30 anos. Aqui, trata-se de um roteiro original escrito por Fielding e David Nicholls (pela primeira vez Richard Curtis não está no roteiro).

O primeiro filme fez muito pela carreira de Renée Zellweger. Texana, a atriz convenceu como britânica e, pelo papel, foi indicada ao Oscar de melhor atriz pela primeira vez (ganhou como coadjuvante por Cold Mountain em 2004).

A personagem pode estar vindo em seu socorro. A carreira de Zellweger, que foi revelada em Jerry Maguire (1996) e teve sucessos como Chicago (2003), tem decaído desde o final da década passada. Os sucessos rarearam e uma aparição num evento com o rosto irreconhecível, em 2014, muito longe da sua fisionomia muito característica, pareceu uma intervenção estética que deu errado.

Na época, a atriz disse que era apenas o envelhecimento natural. Seja lá qual tenha sido o motivo, sua fisionomia está como antes em O Bebê de Bridget Jones, para alívio dos fãs. O filme, que tem tido críticas positivas nos Estados Unidos, pode ajudar o pôr um fim nesse período de baixa da atriz. Que, aliás, não ganhou peso para interpretar Bridget, o que fez para os dois primeiros filmes.

Talvez dê um gás também na carreira da diretora. Este é apenas o terceiro longa de ficção no currículo de Sharon Maguire. Egressa de documentários para a TV, ela estreou no cinema justo com O Diário de Bridget Jones. Depois disso, vieram só Incendiário (2008) e, agora, o terceiro da série (o segundo, Bridget Jones – No Limite da Razão, foi dirigido por Beeban Kidron).

Há dados importantes: a série se torna, agora, a primeira trilogia dirigida exclusivamente por mulheres. É também a única trilogia de comédias românticas deste milênio, estrelada sempre pela mesma atriz. E, sinal dos tempos: o diário escrito à mão de Bridget Jones agora é um iPad.

“O bebê de Bridget Jones”

Bridget Jones’s Baby. Irlanda/ Reino Unido/ França/ EUA, 2016

Direção: Sharon Maguire. Elenco: Renée Zellweger, Colin Firth, Patrick Dempsey, Emma Thompson, Gemma Jones

Estreia hoje em João Pessoa

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