quarta, 14 de novembro de 2018
Cinema
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‘Millennium – a garota na teia de aranha’ estreia nos cinemas da Paraíba

André Luiz Maia / 07 de novembro de 2018
Foto: Divulgação
A popularidade da personagem Lisbeth Salander é tanta que agora ela assume o protagonismo do novo filme da série de livros sueca Millenium. Embora nunca fosse de fato a protagonista da saga, sua complexa personalidade e o ar cool que a envolvia atraiu a atenção de leitores e, posteriormente, espectadores nos cinemas.

Hoje, estreia Millennium – A Garota na Teia de Aranha, que funciona como uma espécie de reboot da franquia produzida nos Estados Unidos. Desta vez, que interpreta Lisbeth é a atriz Claire Foy (a Rainha Elizabeth II nas duas primeiras temporadas de The Crown). Antes, passarem pelo papel as atrizes Noomi Rapace – de Prometheus, nos três filmes produzidos na Suécia – e Rooney Mara, no filme dirigido por David Fincher, baseado no primeiro livro da série escrita por Stieg Larsson.

Outra novidade a respeito de A Garota na Teia de Aranha é que se trata do primeiro filme da franquia baseado em um livro que não foi escrito por Larsson, que faleceu em 2004. Entra em cena a visão de David Lagercrantz, que decide explorar mais a personagem feminina e deixar na coadjuvância a figura do jornalista Mikael Blomkvist, o protagonista da saga original. Aqui, conhecemos o passado de Lisbeth.

A ideia é entender os motivos que a levaram ao estado em que a conhecemos logo de cara, o da hacker que nas horas livres pune os homens que agridem mulheres. Ao mesmo tempo, acompanhamos seu futuro, já que ela agora é conhecida por todo o país, além de ser mencionada na TV e na rádio, graças às matérias sobre ela publicadas na revista Millenium, escritas por Mikael.

É a ele que Lisbeth recorre mais uma vez ao se ver diante de uma trama de investigação e suspense. Ao ser contratada para mais um trabalho como justiceira, a heroína acaba atraindo a atenção do governo sueco, americano e do grupo terrorista denominado Aranhas. Assustado com o perigoso sistema que desenvolveu, Frans Balder (Stephen Merchant) procura os serviços da hacker, mas acaba se tornando um alvo ao pensar que foi traído por Lisbeth.

Ao se depararem com as conexões traçadas pelos acontecimentos, começam a perceber que as respostas estariam no passado de Salander, o que inclui aqui a maior vítima dos abusos cometidos por seu pai, a irmã Camilla (Sylvia Hoeks).

As críticas iniciais do filme lamentam a produção ser inferior à obra original, mas ao mesmo tempo fazem questão de salientar o trabalho de alta qualidade feito por Claire Foy. Aqui, ela se distancia bastante do registro polido que conhecemos ao interpretar a monarca do reinado britânico na série original da Netflix.

“É Claire Foy quem carrega o filme todo. A atriz já trouxe uma performance reveladora este ano, graças a O Primeiro Homem, de Damien Chazelle, mas sua Lisbeth aqui é mais uma prova de que a gama completa de seus talentos ainda precisa ser aprofundada. Pelo menos uma vez, é Lisbeth quem envolve o espectador em sua teia”, afirma Kate Erbla.

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